Justiça mantém prisão de Oruam
Rapper será transferido para Presídio Bangu 3
- Publicado: 05/08/2025 08:42
- Alterado: 05/08/2025 08:42
- Autor: Redação
- Fonte: Seap-RJ
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam, teve sua prisão preventiva confirmada durante uma audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (4). A decisão da Justiça determina que ele será transferido para uma cela coletiva no Presídio Bangu 3.
A juíza Laura Noal Garcia, responsável pela audiência, declarou: “O mandado de prisão está dentro do prazo de validade e a decisão que gerou sua expedição não foi revogada por decisão recursal. Sendo regulares o ato prisional e o mandado de prisão no caso concreto e não havendo requerimentos de mérito, não há nada a prover”.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que a nova galeria onde Oruam será alocado abriga integrantes do Comando Vermelho, uma das facções criminosas mais conhecidas do país.
O rapper encontra-se em custódia desde 22 de julho, quando se apresentou à Polícia Civil. Sua detenção ocorreu após um incidente em que ele e outros indivíduos lançaram pedras contra agentes policiais que foram até sua residência, localizada no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de prisão contra um adolescente que supostamente estava em sua casa.
No dia 30, a Justiça do Rio aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público fluminense, tornando Oruam réu por tentativa de homicídio qualificada. A juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal, também incluiu Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, amigo do rapper, na mesma acusação.
Conforme descrito na denúncia do Ministério Público, a tentativa de homicídio envolveu o arremesso de pedras com alturas que chegavam a 4,5 metros e pesos variando entre 130 gramas e 4,85 quilos.
Além da acusação por tentativa de homicídio, Oruam enfrenta diversas outras acusações que incluem associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência à prisão, desacato às autoridades, dano ao patrimônio público, ameaça e lesão corporal. A acusação inicial interpretou uma declaração do rapper — na qual ele alegou ser filho de Marcinho VP, um notório líder da facção Comando Vermelho — como uma tentativa de ameaça.
