Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes é sancionada para segurança de autoridades
Sancionada pelo governo de SP, a Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes assegura escolta e segurança para autoridades e familiares sob ameaça do crime.
- Publicado: 17/03/2026 12:54
- Alterado: 17/03/2026 12:55
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
A Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes agora é realidade no estado de São Paulo para combater a vulnerabilidade de agentes públicos. O governador Tarcísio de Freitas sancionou a medida nesta terça-feira (17), estabelecendo critérios rígidos para a proteção de autoridades e ex-autoridades sob ameaça.
O texto foca em quem enfrenta diretamente o crime organizado. A proposta surgiu como resposta institucional ao assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em setembro de 2025, no litoral paulista.
Proteção estendida e o fim da lacuna legal
A nova legislação corrige uma falha histórica na segurança de altos funcionários do Estado. Antes, o término do exercício do cargo interrompia automaticamente o serviço de escolta, criando um hiato perigoso para quem tomou decisões críticas contra facções.
O deputado Delegado Olim, um dos autores do projeto, destacou que a exposição ao risco não termina com a exoneração. Retaliações costumam ocorrer justamente quando o agente perde o aparato oficial de proteção.
“Verifica-se uma fragilidade significativa no modelo atual, visto que, ao término do exercício do cargo, inexiste norma legal que assegure a continuidade da proteção dessas autoridades.”
Quem tem direito ao benefício
A Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes detalha o rol de beneficiários com base na exposição direta ao risco. A segurança pessoal e escolta serão destinadas a:
- Governador e Vice-Governador.
- Presidentes do Tribunal de Justiça.
- Procuradores-Gerais de Justiça.
- Secretários de Segurança Pública e Administração Penitenciária.
- Cúpula das polícias Civil e Militar.
Prazos e abrangência familiar
O amparo legal não se limita ao titular do cargo. Familiares expostos devido à atividade da autoridade também recebem cobertura. No caso de ex-ocupantes das funções, o direito à escolta permanece válido durante todo o mandato do governo subsequente ao que serviram.
Essa continuidade é o pilar central da Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes, garantindo que a transição de poder não se torne uma janela de oportunidade para atentados. A Alesp aprovou o texto no fim de 2025, após intensa articulação das bancadas ligadas à segurança.
O governo paulista busca, com essa sanção, blindar a estrutura de comando contra o avanço das facções criminosas. A implementação dos serviços de segurança deve seguir protocolos da Polícia Militar e Civil, respeitando análises técnicas de risco individualizadas.
Ao garantir a Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes, o Estado envia um recado claro sobre a perenidade da proteção aos seus quadros estratégicos.