Israel intensifica ataques no Líbano e deixa 51 mortos
Mesmo após o início do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, bombardeios no sul do Líbano aumentam a tensão na região e atingem estruturas de saúde
- Publicado: 10/05/2026 18:50
- Alterado: 10/05/2026 18:50
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
A nova onda de ataques israelenses no sul do Líbano matou ao menos 51 pessoas nas últimas 24 horas, segundo informações divulgadas pelas autoridades libanesas neste sábado (10). Entre as vítimas estão dois profissionais da área da saúde, de acordo com o Ministério da Saúde do país.
O governo libanês afirma que os bombardeios atingiram diretamente unidades ligadas ao atendimento médico nas cidades de Qalawiya e Tibnin, localizadas no distrito de Bint Jbeil. Em nota oficial, a pasta acusou Israel de desrespeitar normas humanitárias internacionais ao atingir equipes de resgate e assistência médica.
Cessar-fogo não reduz confrontos no Líbano
O cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou na terceira semana, após acordo mediado pelos Estados Unidos que passou a valer em 16 de abril. Apesar da trégua formal, os confrontos continuam no sul do Líbano.
Moradores da região relatam aumento na intensidade dos bombardeios desde o início do acordo. Autoridades locais afirmam que os ataques recentes estão entre os mais fortes registrados desde a implementação do cessar-fogo.
Israel diz que alvo era infraestrutura do Hezbollah
As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que os ataques tinham como objetivo estruturas utilizadas pelo Hezbollah. Segundo o Exército israelense, as operações foram realizadas após identificação de movimentações consideradas ameaças à segurança do país.
Israel acusa o grupo extremista libanês de utilizar áreas civis para armazenar armas e operar bases militares. O Hezbollah, por sua vez, afirma que responde às ações israelenses em defesa do território libanês.
Cresce preocupação internacional
A continuidade dos ataques aumenta a preocupação da comunidade internacional sobre uma possível escalada do conflito no Oriente Médio. Organizações humanitárias alertam para o impacto da violência sobre civis e serviços essenciais, especialmente hospitais e equipes de emergência.
Até o momento, mediadores internacionais não anunciaram novas medidas para conter os confrontos na região.