Flávio e Nikolas anunciam “bloquinho” na Avenida Paulista

Anúncio foi feito nas redes sociais após manifestação em apoio a Lula; horário do ato de Flávio Bolsonaro ainda não foi divulgado.

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou uma manifestação na Avenida Paulista para o próximo domingo, 18 de outubro, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). A mobilização foi divulgada nas redes sociais pouco depois de um ato em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste domingo (11), em São Paulo.

O horário da manifestação ainda não havia sido informado pela equipe de Flávio Bolsonaro. O anúncio foi feito em uma publicação no X, antigo Twitter, na qual o senador marcou Nikolas e perguntou se haveria um “bloquinho 22” na principal avenida da capital paulista.

O deputado respondeu à mensagem afirmando: “é verdade pra caramba, meu presidente”, confirmando a realização do encontro.

Anúncio de Flávio Bolsonaro ocorre após manifestação em apoio a Lula

A publicação de Flávio Bolsonaro foi feita após a dispersão do ato que reuniu apoiadores de Lula na Avenida Paulista. Segundo a campanha do presidente, a manifestação contou com 1 milhão de pessoas.

Durante o evento, Lula concentrou seu discurso na defesa da democracia e na necessidade de ampliar o diálogo com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

“Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja”, declarou o presidente, ao criticar a família Bolsonaro.

Lula também mencionou os quase 30 milhões de brasileiros que, segundo ele, deixaram de votar na primeira etapa da eleição. O petista defendeu que seus apoiadores conversem com pessoas que estejam indecisas ou que tenham perdido o interesse em participar do processo eleitoral.

Alckmin cita ditadura e Constituição em discurso

Lula na Paulista mobiliza militância para virar voto no 2º turno
(Foto: Reprodução)

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também participou do ato, reforçou a defesa da democracia em sua fala. Ele citou a resistência à ditadura e a importância da Constituição brasileira.

“São Paulo não quer ditadura. Nosso ídolo não é o coronel Ustra, nossos ídolos são os estudantes mortos na ditadura: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. São Paulo deu a vida pela Constituição e ninguém vai rasgar a Constituição brasileira”, afirmou.

Os nomes mencionados por Alckmin são associados à Revolução Constitucionalista de 1932. Durante a manifestação, parte do público também carregava cartazes com mensagens como “Ditadura nunca mais” e “1964 nunca mais”.

  • Publicado: 12/10/2026 11:53
  • Alterado: 12/10/2026 11:53
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria