Manifestação na Paulista reúne Lula, lideranças e fandoms

A manifestação na Paulista reuniu Lula, Alckmin, Haddad e Boulos neste domingo (11), em ato organizado pela UNE antes do segundo turno

Crédito: (Foto: Reprodução)

Um ato organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), na Avenida Paulista, contou neste domingo (11) com a participação do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação na Paulista, que começou por volta das 11h, teve a presença de aliados como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT) e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).

Manifestação na Paulista é a “Marcha pela Democracia”

A “Marcha pela Democracia” teve concentração em frente ao MASP, com trajeto previsto até a Praça Roosevelt, e marca o quinto dia de atos a favor da reeleição de Lula. O presidente confirmou presença na noite de sábado (10), em vídeo publicado no Instagram. Antes do primeiro turno, em 4 de outubro, o petista também havia realizado um ato na Paulista.

Na manhã deste domingo, antes da manifestação na Paulista, Lula voltou a defender nas redes sociais o fim da escala 6×1, um dos principais focos de sua campanha até agora.

O que disse Lula na manifestação na Paulista

Lula conversou com jornalistas antes de discursar na manifestação na Paulista, por volta das 12h30, e disse que a semana será decisiva para a campanha: “nós vamos definir a nossa vitória nessa próxima semana”. O presidente apontou como um dos principais fatos da semana a votação do fim da escala 6×1 no Senado, prevista para quarta-feira (14), que, segundo ele, mostrará como o PL, partido do adversário Flávio Bolsonaro, se posiciona sobre o tema.

O presidente afirmou que a data da votação já foi acertada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e disse que a oposição só pode mostrar se terá coragem de votar a favor ou contra. Ele acusou adversários de tentar protelar a decisão para depois da eleição e defendeu que o PL diga publicamente se quer mais descanso para os trabalhadores.

Lula também defendeu o avanço da PEC da Segurança Pública, com deliberação prevista na Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, às 9h, e disse que a proposta deve garantir proteção às comunidades e prisão aos criminosos. Voltou a criticar o plano de cortes de gastos de Flávio Bolsonaro, que chamou de “tesouraço”, comparando-o às medidas de austeridade do presidente argentino, Javier Milei. O presidente não apresentou, nessa declaração, medidas específicas do programa do adversário.

Sobre a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, o presidente classificou a medida como um “absurdo” e disse que seus advogados vão buscar esclarecimentos na Justiça Eleitoral. Afirmou ainda que, nas redes sociais, sua campanha está “ganhando o jogo”. As críticas são avaliação do presidente e não demonstram, por si só, parcialidade nas decisões da Justiça Eleitoral.

Quem participou da manifestação na Paulista

Além de Alckmin, Haddad e Boulos, estiveram no trio aliados como as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e parlamentares petistas, como o deputado federal Carlos Zarattini e a deputada federal eleita Luna Zarattini. O ato também teve a participação de artistas, como o ator Humberto Carrão e o cantor Baco Exu do Blues.

O cantor Jão esteve presente na manifestação, acompanhado do deputado estadual Guilherme Cortez e de seu empresário, Renan Augusto. 

Estudantes, trabalhadores e fandoms na manifestação

A UNE convocou atos em defesa da candidatura de Lula e da educação pública, com pautas como o financiamento das universidades e institutos federais, a manutenção de programas sociais e o fim da escala 6×1. A presidente da entidade, Bianca Borges, disse que a meta é virar o segundo turno e afirmou que agora “vamos para o tetra”, em referência a uma quarta vitória de Lula.

Guilherme Boulos afirmou durante a manifestação na Paulista estava lotada como há muito tempo não se via e defendeu que a campanha converse com quem não votou no primeiro turno, indo às ruas e às comunidades.

Segundo o jornal, grupos de fãs ligados a artistas como Anitta, Jão, Taylor Swift, Beyoncé, Billie Eilish, Ariana Grande e BTS participaram da articulação que convocou o ato, o que amplia o alcance da mobilização entre o público jovem.

Campanha de Lula prioriza o Sudeste no segundo turno

Na sexta-feira (9), o ex-ministro Camilo Santana, que passou a integrar a coordenação da campanha, afirmou que Lula vai priorizar o Sudeste até o segundo turno, em especial Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os três estados somam 66,8 milhões de votos (39,9% do total do país), e, no primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) venceu nos três.

Agenda prevista após a manifestação na Paulista

A previsão, ainda sujeita a definição, é que Lula faça um ato com caminhoneiros na manhã de quarta-feira (14), em São Paulo, e vá ao Rio de Janeiro no mesmo dia para um ato temático sobre saúde. Na quinta (15), deve participar da sabatina da TV Globo; no dia seguinte, a campanha organiza um ato político no Rio. Também está prevista a presença de Lula no debate da Band, no domingo (18). A manifestação na Paulista ocorre a duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

  • Publicado: 11/10/2026 14:28
  • Alterado: 11/10/2026 14:30
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: ABCdoABC