Lula diz que semana será decisiva para vencer a eleição

Lula afirmou na Paulista que a semana será decisiva e citou a votação do fim da escala 6x1 no Senado, na quarta (14), antes do 2º turno

Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11) que a próxima semana será decisiva para sua tentativa de reeleição e destacou a votação do fim da escala de trabalho 6×1 no Senado, prevista para quarta-feira (14), como um dos principais acontecimentos políticos antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Lula falou a jornalistas antes de discursar em ato de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, convocado pelo PT.

Lula aposta na votação do fim da escala 6×1 no Senado

Segundo Lula, a votação permitirá ver como o PL, partido do adversário Flávio Bolsonaro, se posiciona sobre a ampliação do descanso semanal dos trabalhadores. O presidente disse que a data já está acertada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e reagiu a informações de que integrantes da oposição tentariam adiar a votação para depois do segundo turno. Para ele, é a “hora da verdade”.

O que prevê a proposta da escala 6×1

A proposta em discussão no Senado prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas por semana e sem redução de salários, com uma etapa intermediária de 42 horas. A votação está prevista para quarta-feira (14), mas a aprovação definitiva da emenda constitucional depende de dois turnos no Senado, com apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores. A base governista trabalha para concluir a análise antes do segundo turno.

Presidente defende PEC da Segurança Pública

Lula também destacou a PEC da Segurança Pública, considerada prioritária pelo governo federal. Segundo ele, a proposta deve avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com deliberação prevista para quarta-feira, às 9h. A iniciativa busca ampliar a capacidade de coordenação da União na área e estabelecer mecanismos de atuação conjunta entre governo federal, estados e municípios. O presidente relacionou a aprovação à criação de um Ministério da Segurança Pública, que, porém, depende de medidas institucionais e legislativas próprias.

O presidente voltou a questionar o ajuste fiscal defendido por Flávio Bolsonaro, que prevê, segundo o senador, redução de despesas e de impostos. Lula usou a expressão “tesouraço” para caracterizar a proposta, associou-a às políticas de austeridade do presidente argentino, Javier Milei, e disse que continuará cobrando do adversário quais gastos seriam cortados. Na declaração, Lula não apresentou medidas específicas do programa do adversário que comprovassem os efeitos mencionados.

Lula critica decisão de Kassio Nunes Marques sobre canal no WhatsApp

O presidente também criticou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, que suspendeu o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, usado por apoiadores de sua candidatura. Lula classificou a medida como um “absurdo”, disse perceber decisões “tendenciosas” contra sua campanha e afirmou que seus advogados vão buscar esclarecimentos na Justiça Eleitoral. As críticas são avaliação do presidente e não demonstram, por si só, parcialidade nas decisões judiciais. O TSE determinou a suspensão do canal após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o espaço de disseminar informações falsas.

  • Publicado: 11/10/2026 13:35
  • Alterado: 11/10/2026 13:35
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Brasil 247