Nos EUA, Flávio Bolsonaro ataca Lula e pede pressão nas eleições 2026
Durante evento conservador no Texas, o parlamentar acusou o governo Biden de interferência no Brasil e pediu vigilância externa para o pleito de 2026.
- Publicado: 29/03/2026 10:53
- Alterado: 29/03/2026 12:35
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
O senador Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira diplomática. Ele discursou em um evento de direita nos Estados Unidos para exigir que o país aplique pressão direta nas instituições brasileiras. A meta declarada é garantir o que ele classifica como “valores de origem americana” na próxima eleição nacional.
Flávio Bolsonaro aponta lawfare contra o ex-presidente
O discurso mirou a soberania do judiciário brasileiro. Flávio Bolsonaro comparou Jair Bolsonaro a Donald Trump e alegou perseguição implacável. Ele definiu as investigações judiciais contra seu pai como lawfare, uma tática que manipula o sistema legal para aniquilar adversários políticos.
“Em vez da administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialista, aplicar pressão diplomática por eleições livres baseadas em valores americanos é uma boa mudança de política externa”, cravou o senador.
O apelo se estendeu ao “mundo livre”. O congressista pediu um monitoramento rigoroso da liberdade de expressão nas redes sociais brasileiras.
Críticas à gestão sanitária e lealdade a Trump
A reescrita da história recente pautou o pronunciamento. O filho do ex-presidente afirmou que seu pai combateu uma suposta “tirania da Covid”. Os dados oficiais do Ministério da Saúde registram mais de 700 mil mortos no Brasil durante a pandemia. A tragédia humanitária ficou fora do roteiro.
Ele preferiu exaltar a relação bilateral conservadora. O senador cravou que Jair Bolsonaro foi o aliado internacional mais fiel de Trump. Sobrou para Joe Biden, acusado sem provas de facilitar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva por meio da agência humanitária UNAID.
O trunfo dos minerais críticos e o impasse diplomático
A geopolítica dominou a reta final da apresentação. O Brasil concentra vastas reservas de terras raras. Esses minerais críticos são o motor insubstituível da indústria bélica e tecnológica global. Flávio Bolsonaro usou essa vantagem estratégica para barganhar a atenção e o apoio de Washington.
A escalada retórica incluiu acusações sobre a diplomacia atual. O governo brasileiro barrou a entrada de Darren Beattie, ex-assessor de Trump.
Entre as principais queixas levadas ao público americano, destacam-se:
- Omissão de agenda oficial por parte de Beattie, que omitiu a intenção de visitar Jair Bolsonaro e teve o visto revogado.
- Suposta expulsão velada de diplomatas conservadores americanos, fato classificado pelo senador como um ato “sem precedentes”.
- Atuação do governo Lula para impedir que facções criminosas nacionais ganhassem o selo de organizações terroristas.