EUA pressionam Irã a reabrir Estreito de Ormuz
Casa Branca ameaça atacar setor energético iraniano se bloqueio no Estreito de Ormuz não for encerrado em até 48 horas
- Publicado: 22/03/2026 08:30
- Alterado: 22/03/2026 08:30
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã ao estabelecer um prazo de 48 horas para a reabertura do Estreito de Ormuz. Caso a exigência não seja atendida, Washington ameaça atingir diretamente a infraestrutura energética iraniana.
A declaração foi feita após sinais de possível redução no ritmo do conflito, indicando uma mudança na estratégia americana. O novo posicionamento reforça a instabilidade na região e amplia o risco de um confronto de maiores proporções entre as duas nações.
Impacto global no petróleo e no gás
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás natural liquefeito. O bloqueio imposto pelo Irã tem provocado forte reação nos mercados internacionais, com aumento expressivo nos preços das commodities energéticas.
Esse cenário gera preocupação em escala global, já que o encarecimento do petróleo impacta diretamente setores como transporte e logística. O efeito em cadeia pode atingir desde o custo do diesel até o preço final dos alimentos, elevando pressões inflacionárias em diversos países.
Movimentações militares e reação iraniana
Nos últimos dias, os Estados Unidos intensificaram as operações militares na região, com uso de aeronaves de ataque e helicópteros em ações mais próximas de alvos estratégicos. Segundo autoridades americanas, parte da capacidade iraniana no estreito já teria sido enfraquecida.
Mesmo assim, o Irã mantém postura firme e afirma que qualquer ataque contra suas instalações será respondido de forma proporcional. O governo iraniano sinaliza que poderá atingir interesses americanos no Golfo Pérsico, o que aumenta o risco de ampliação do conflito.
Isolamento internacional e impasse
Apesar de uma declaração conjunta de 22 países em apoio a medidas na região, não houve compromisso efetivo com o envio de forças militares. A ausência de suporte direto evidencia dificuldades dos Estados Unidos em formar uma coalizão robusta para atuar no local.
Sem uma solução diplomática imediata, o cenário permanece indefinido. As trocas de ameaças entre Washington e Teerã mantêm o impasse e alimentam a incerteza sobre os próximos desdobramentos do conflito, com possíveis impactos duradouros na economia global.