São Paulo atinge 98,5% de escolas conectadas
Governo de SP universaliza internet em escolas e amplia velocidade para 300 Mbps
- Publicado: 17/03/2026 15:27
- Alterado: 17/03/2026 15:28
- Autor: Larissa Rodrigues
- Fonte: Agência SP
O Censo Escolar 2025 revela um avanço histórico na infraestrutura educacional de São Paulo, apontando que 98,5% das escolas já contam com acesso à internet. O crescimento é expressivo se comparado a 2019, quando o índice de conectividade era de 76%. Essa universalização no Ensino Fundamental e Médio é fruto de um investimento robusto do governo estadual que, entre 2023 e 2025, destinou aproximadamente 340 milhões de reais para a instalação e manutenção de links, beneficiando tanto as atividades pedagógicas quanto a gestão administrativa das escolas.
Para garantir que o sinal chegue a todos os cantos das unidades, a Secretaria da Educação investiu na aquisição de sistemas de wi-fi, permitindo o uso da rede em diferentes espaços escolares. Segundo o secretário da Educação, Renato Feder, a internet de qualidade é hoje uma ferramenta indispensável para que os alunos utilizem as plataformas educativas e cumpram o planejamento pedagógico. Em escolas de grande porte, a velocidade foi ampliada para 300 Mbps e a rede conta ainda com links extras, instalados com apoio técnico do estado e recursos federais, garantindo maior estabilidade na conexão.

Um dos maiores desafios superados foi levar a tecnologia para as regiões mais isoladas do estado. Através do investimento em satélites de baixa órbita, o governo conseguiu conectar 118 escolas em 92 municípios situados em áreas rurais ou de difícil acesso. Desde dezembro do ano passado, mais de 23 mil estudantes dessas localidades passaram a navegar na rede. O secretário Feder ressalta que essa tecnologia é uma solução estratégica para democratizar o conhecimento onde a infraestrutura tradicional de cabos ainda não consegue chegar.
Os resultados práticos dessa mudança já são sentidos no cotidiano escolar, como aconteceu nas unidades rurais de Miracatu, que receberam o projeto piloto em 2023. Para a estudante Maria Vitória Soares Pietro, a melhora foi nítida em disciplinas que dependem totalmente da rede, como robótica e inovação. Do lado dos docentes, o professor de matemática Giovanny Oliveira de Holanda destaca que a conexão estável permitiu aulas mais dinâmicas com o uso de gamificação e mapas mentais, além de facilitar tarefas burocráticas como o registro de frequência e avaliações. Para manter toda essa estrutura tecnológica em funcionamento, a Secretaria destina anualmente 3,6 milhões de reais.