Energia pode ficar mais barata ainda em 2026, dizem EUA
Secretário do Tesouro afirma que preços de energia devem cair após tensões no Oriente Médio
- Publicado: 03/05/2026 20:32
- Alterado: 03/05/2026 20:32
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
Os preços da energia, pressionados recentemente por tensões geopolíticas no Oriente Médio, devem apresentar queda ainda em 2026. A avaliação é do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que comentou o cenário neste domingo (3) em entrevista à imprensa norte-americana.
Segundo ele, a tendência é de recuo nos valores do petróleo após o atual contexto de conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. “Os preços do petróleo do outro lado deste conflito serão muito mais baixos”, afirmou.
A alta recente está ligada às incertezas no fornecimento global, especialmente por conta da relevância estratégica da região para o transporte de hidrocarbonetos.
Bloqueio econômico contra o Irã é intensificado
Bessent também detalhou ações adotadas pelos Estados Unidos para pressionar economicamente o Irã. De acordo com o secretário, o país tem ampliado um bloqueio econômico em conjunto com operações militares iniciadas no fim de fevereiro.
Entre as medidas, está a restrição ao trânsito marítimo. O Comando Central dos EUA informou que dezenas de embarcações já foram impedidas de operar na região. A estratégia busca limitar o fluxo financeiro do governo iraniano, especialmente recursos destinados à Guarda Revolucionária.
O secretário afirmou ainda que o governo norte-americano tem monitorado ativos iranianos no exterior e pretende preservá-los para eventual uso futuro em benefício da população do país.
Estreito de Ormuz segue como ponto crítico
Um dos focos da tensão internacional é o Estreito de Ormuz, rota considerada essencial para o transporte global de petróleo. A restrição ao tráfego de navios na região, imposta por Teerã, tem impacto direto nos preços da energia.
Segundo Bessent, as sanções e o bloqueio econômico devem continuar até que a navegação na área seja totalmente restabelecida.
Economia iraniana enfrenta crise severa
Em paralelo, integrantes do governo dos EUA indicam deterioração acelerada da economia iraniana. O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que o país enfrenta hiperinflação e risco de colapso econômico.
De acordo com ele, a situação já afeta diretamente a população, com sinais de escassez e aumento da insegurança alimentar.
Perspectiva de queda depende do fim das tensões
Especialistas apontam que a redução nos preços da energia depende diretamente da estabilização do cenário geopolítico. Caso haja avanço em negociações ou manutenção do cessar-fogo em vigor desde abril, a tendência de queda pode se consolidar ao longo do ano.
Enquanto isso, o mercado segue sensível a qualquer mudança no conflito, com impactos imediatos sobre o preço do petróleo e, consequentemente, da energia em escala global.