Empresas criam verticais financeiras para elevar receita
Empresas de diversos setores criam verticais financeiras próprias para gerar novas receitas e reduzir a dependência de bancos tradicionais
- Publicado: 12/05/2026 12:09
- Alterado: 12/05/2026 12:09
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
O avanço das digitalizações financeiras no Brasil está transformando empresas de setores como saúde, educação e logística em competidoras diretas de bancos e fintechs. Com o Pix consolidado como principal meio de pagamento e as movimentações financeiras atingindo R$ 68,2 trilhões, companhias que possuem base de dados e recorrência de clientes estão criando suas próprias soluções de crédito e pagamento para reter margem e aumentar a fidelização.
O movimento ganha urgência diante do cenário macroeconômico de 2026: o endividamento das famílias atingiu o pico histórico de 80,4% em março, e a taxa Selic, embora em trajetória de queda (14,50% ao ano), ainda mantém o custo do capital elevado.
Além do Varejo

Se antes as verticais financeiras eram exclusividade de gigantes como Magazine Luiza e Carrefour, a tendência agora alcança modelos de negócio variados:
- Educação: Substituição de descontos por financiamento estudantil próprio.
- Logística: Antecipação de fretes e contas digitais para motoristas.
- Franquias: Oferta de capital de giro e seguros para fortalecer a rede de franqueados.
Para Letícia Moschioni, fundadora da Finscale, o segredo é a integração. “A empresa não precisa ‘virar banco’. Quando a solução nasce conectada à jornada do cliente, ela resolve uma dor real do negócio e gera receita nova”, explica.
Investimento e Gestão

O mercado observa movimentos agressivos, como o do Mercado Livre, que anunciou investimento de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026, com foco especial na carteira de crédito do Mercado Pago. Especialistas alertam, porém, que a “financeirização” exige rigor técnico em governança e gestão de risco para que a nova frente não se torne um passivo em períodos de alta inadimplência.
Panorama do Mercado Financeiro (2025-2026)
| Indicador | Dado | Impacto no Setor |
| Uso do Pix | 54,7% das transações | Redução de custos com adquirentes tradicionais. |
| Endividamento Familiar | 80,4% (Recorde) | Demanda por crédito integrado e renegociação. |
| Taxa Selic | 14,50% a.a. | Custo de capital ainda elevado para o consumidor. |