Empresas criam verticais financeiras para elevar receita

Empresas de diversos setores criam verticais financeiras próprias para gerar novas receitas e reduzir a dependência de bancos tradicionais

Crédito: Marcello Casal Jr - Agência Brasil

O avanço das digitalizações financeiras no Brasil está transformando empresas de setores como saúde, educação e logística em competidoras diretas de bancos e fintechs. Com o Pix consolidado como principal meio de pagamento e as movimentações financeiras atingindo R$ 68,2 trilhões, companhias que possuem base de dados e recorrência de clientes estão criando suas próprias soluções de crédito e pagamento para reter margem e aumentar a fidelização.

O movimento ganha urgência diante do cenário macroeconômico de 2026: o endividamento das famílias atingiu o pico histórico de 80,4% em março, e a taxa Selic, embora em trajetória de queda (14,50% ao ano), ainda mantém o custo do capital elevado.

Além do Varejo

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Reprodução Facebook

Se antes as verticais financeiras eram exclusividade de gigantes como Magazine Luiza e Carrefour, a tendência agora alcança modelos de negócio variados:

  • Educação: Substituição de descontos por financiamento estudantil próprio.
  • Logística: Antecipação de fretes e contas digitais para motoristas.
  • Franquias: Oferta de capital de giro e seguros para fortalecer a rede de franqueados.

Para Letícia Moschioni, fundadora da Finscale, o segredo é a integração. “A empresa não precisa ‘virar banco’. Quando a solução nasce conectada à jornada do cliente, ela resolve uma dor real do negócio e gera receita nova”, explica.

Investimento e Gestão

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Mercado Livre/Divulgação

O mercado observa movimentos agressivos, como o do Mercado Livre, que anunciou investimento de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026, com foco especial na carteira de crédito do Mercado Pago. Especialistas alertam, porém, que a “financeirização” exige rigor técnico em governança e gestão de risco para que a nova frente não se torne um passivo em períodos de alta inadimplência.

Panorama do Mercado Financeiro (2025-2026)

IndicadorDadoImpacto no Setor
Uso do Pix54,7% das transaçõesRedução de custos com adquirentes tradicionais.
Endividamento Familiar80,4% (Recorde)Demanda por crédito integrado e renegociação.
Taxa Selic14,50% a.a.Custo de capital ainda elevado para o consumidor.
  • Publicado: 12/05/2026 12:09
  • Alterado: 12/05/2026 12:09
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria