Desemprego cai para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro

IBGE aponta queda no desemprego e aumento real nos salários no início de 2026

Crédito: Roberta Aline/MDS

O Brasil alcançou um marco histórico no mercado de trabalho ao registrar a menor taxa de desocupação de toda a série da PNAD Contínua para o trimestre encerrado em fevereiro de 2026. Segundo os dados divulgados pelo IBGE na última sexta-feira, o índice de desemprego caiu para 5,8%, o que representa uma redução de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Na prática, esse recuo significa que o contingente de desempregados diminuiu de 7,3 milhões para 6,2 milhões de pessoas em apenas um ano, consolidando uma trajetória de queda ainda mais expressiva quando comparada aos 11,2% registrados em 2022.

Acompanhando a maior oferta de vagas, o rendimento médio do trabalhador brasileiro também atingiu um patamar recorde, chegando a 3.679 reais mensais. Esse valor reflete um crescimento real de 5,2% em um ano, impulsionando a massa de rendimento habitual para o montante de 371,1 bilhões de reais. De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas do IBGE, esse cenário positivo é movido pela forte demanda por mão de obra e por uma tendência de maior formalização, especialmente nos setores de comércio e serviços, que têm absorvido uma parcela significativa dos profissionais.

Emprego
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os indicadores de subutilização e desalento também apresentaram melhoras importantes. O número de pessoas que desistiram de procurar emprego por falta de oportunidade caiu quase 15% no último ano, totalizando agora 2,7 milhões de brasileiros. No que diz respeito à qualidade do emprego, o país mantém a estabilidade no setor privado com carteira assinada, somando 39,2 milhões de trabalhadores formalizados. Já a taxa de informalidade apresentou uma leve queda, situando-se em 37,5% da população ocupada, o que equivale a pouco mais de 38 milhões de trabalhadores sem vínculos formais ou em atividades autônomas.

A PNAD Contínua, que serve como termômetro oficial da força de trabalho no país, fundamenta esses resultados em uma amostra abrangente de 211 mil domicílios em 3.500 municípios. O levantamento detalha ainda que, enquanto o número de empregados sem carteira no setor privado teve uma redução no último trimestre, o contingente de trabalhadores por conta própria cresceu 3,2% em um ano, evidenciando as mudanças estruturais e a resiliência do mercado de trabalho nacional diante do cenário econômico atual.

  • Publicado: 30/03/2026 13:34
  • Alterado: 30/03/2026 14:32
  • Autor: Larissa Rodrigues
  • Fonte: Secom