Teatro Sérgio Cardoso recebe musical da Susi

“Susi, o Musical” chega ao Teatro Sérgio Cardoso com músicas inéditas e história sobre infância, identidade e memória

Crédito: Divulgação

Um dos maiores ícones da infância brasileira está de volta — agora nos palcos. Lançada pela Estrela em 1966 e presente na memória afetiva de diferentes gerações, a boneca Susi ganha vida em “Susi, o Musical”, espetáculo idealizado e escrito por Mara Carvalho, com músicas de Thiago Gimenes e concepção e direção de Ulysses Cruz.

Apresentada pelo Ministério da Cultura e patrocinada pelo Itaú, a montagem reúne fantasia, crítica social, memória afetiva e canções inéditas. Produzido pela Ulysses Cruz Arte & Entretenimento, o espetáculo estreou em 26 de fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, onde Susi cumpre temporada até 12 de abril, com ingressos disponíveis pelo site da Sympla e na bilheteria do teatro.

Susi ganha vida no palco com elenco estrelado

Susi, o Musical
Abílio Gil e Márcio Ribas

Na pele da Susi Original está a cantora e atriz PRISCILLA, artista que iniciou a carreira ainda na infância e consolidou trajetória na música pop brasileira. No musical, ela demonstra versatilidade vocal e cênica ao interpretar a icônica Susi, papel que também é alternado com a atriz Clara Verdier.

A personagem Bárbara, rival simbólica que representa padrões importados e conflitos contemporâneos enfrentados por Susi, é interpretada por Bruna Guerin.

Outras versões da boneca também aparecem no espetáculo: Ariane Souza (Susi Safari), Luana Tanaka (Susi Fotógrafa), Daniela Dejesus (Susi Jogadora), Beatriz Algranti (Susi Aeromoça/Swing) e Fernanda Salla (swing).

Entre os personagens do universo das bonecas estão ainda Paulinho Ocanha (Kevin), Rodrigo Moraes (Falcon) e Leandro Melo (Beto). Já o pequeno Victor, protagonista infantil da história e filho da personagem Olga — vivida por Mara Carvalho — é alternado pelos atores Nico Takaki e Arthur Habert.

História mistura fantasia, infância e autodescoberta

Susi
Susi – Abílio Gil e Márcio Ribas

O musical acompanha a trajetória de Victor, um menino de imaginação fértil que vive imerso no universo das telas e acaba deixando de perceber o mundo ao seu redor.

Em um sonho, ou talvez um pesadelo, Victor embarca em uma jornada fantástica ao lado de Susi e de outros personagens marcantes. Durante essa aventura, ele enfrenta medos, descobre novas perspectivas e atravessa um verdadeiro rito de passagem da infância para a adolescência.

Entre humor, música e emoção, Susi conduz reflexões sobre temas contemporâneos como identidade, autoestima, consumismo, feminismo, redes sociais, globalização e pertencimento.

Musical resgata memória afetiva da boneca Susi

Abílio Gil e Márcio Ribas

A ideia de transformar Susi em musical surgiu em 2023, durante uma conversa entre Mara Carvalho e o diretor Ulysses Cruz sobre o impacto cultural do filme Barbie, dirigido por Greta Gerwig e Noah Baumbach.

“Por que não fazemos um musical sobre a Susi?”, provocou Mara, dando origem ao projeto que viria a se tornar o espetáculo.

Segundo Ulysses Cruz, a proposta é criar um musical ousado que explore a potência artística da personagem e a memória afetiva associada à boneca Susi.

“Quero fazer um musical artístico, ousado, que vá além do óbvio. Susi está nos dando a oportunidade de falar sobre temas que não são usuais dentro dessa linguagem. Susi é para divertir e refletir ao mesmo tempo”, afirma o diretor.

Espetáculo aborda identidade e cultura brasileira

Abílio Gil e Márcio Ribas

Para Mara Carvalho, autora e idealizadora da obra, Susi também representa um símbolo cultural brasileiro que acabou sendo substituído por referências estrangeiras ao longo do tempo.

“Quis falar de um produto que é nosso e foi substituído. Susi é memória, identidade e também crítica ao país que cria e apaga seus próprios filhos”, explica.

Com diálogos afiados, projeções visuais e um desfile final apoteótico, o espetáculo alterna entre o quarto de Victor e o universo simbólico das bonecas, mostrando como Susi continua relevante diante das novas gerações.

Trilha sonora mistura pop, MPB e sonoridades contemporâneas

A trilha sonora, assinada por Thiago Gimenes, é parte central da narrativa. A música acompanha a jornada de Susi e Victor, transitando entre estilos como rock, pop, MPB, rap, trap e sonoridades inspiradas nos anos 1970.

Segundo o diretor musical, cada personagem possui uma identidade sonora própria, criando uma narrativa musical dinâmica e integrada.

“A ideia é fundir o eletrônico e o acústico, o antigo e o novo. A música ajuda a contar a história da Susi e sua trajetória atemporal”, explica Gimenes.

Com humor, emoção e crítica cultural, Susi, o Musical convida o público a revisitar memórias da infância enquanto reflete sobre autenticidade, identidade e pertencimento em tempos de cultura globalizada.

SERVIÇO:

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SPEstreia: 27 de fevereiro, quinta-feira, 20h

Temporada: De 27 de fevereiro a 12 de abril

Sessões: quintas e sextas 20h, sábados e domingos 16h e 20hIngressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00

Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00

Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla ou bilheteria localClassificação Etária: LivreDuração: 90 minutos 

Capacidade: 827 lugares

  • Publicado: 13/03/2026 10:07
  • Alterado: 13/03/2026 10:07
  • Autor: 13/03/2026
  • Fonte: Teatro Sérgio Cardoso