SP House projeta recorde de negócios no SXSW 2026

SP House no SXSW 2026 reúne 30 empresas paulistas em Austin para gerar negócios em tecnologia, economia criativa e turismo internacional.

Crédito: Divulgação

O Governo do Estado de São Paulo consolidou sua presença no maior festival de inovação do mundo com a abertura da SP House no SXSW 2026, em Austin, Texas. Entre os dias 13 e 16 de março, uma comitiva de 30 empresas paulistas participa de rodadas de negócios, pitches e reuniões estratégicas com investidores globais. O hub, que dobrou de capacidade em relação à edição anterior, serve como base para startups e empresas dos setores de tecnologia, economia criativa e turismo.

“O que as empresas vêm buscar aqui é conexão: com investidores, com outras startups. Elas querem conhecer esse ambiente internacional”, afirmou Stephanie Costa, secretária-executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. A iniciativa é coordenada pela InvestSP, agência paulista de promoção de investimentos, que realizou uma curadoria prévia para maximizar as oportunidades de networking durante o SXSW 2026.

Estrutura e programas de internacionalização

A delegação paulista é dividida em três frentes principais, cada uma com dez empresas selecionadas por critérios de inovação e potencial de mercado. O objetivo é superar os resultados financeiros de anos anteriores, que vêm apresentando crescimento exponencial desde a estreia do projeto.

  • SP Global Tech: Focado em startups de base tecnológica, como a Draiven (IA) e a Luckie Tech (Healthtech).
  • CreativeSP: Voltado ao setor audiovisual, games e marketing, explorando o capital criativo que já representa 3% do PIB brasileiro.
  • DiscoverSP: Parceria entre o estado e a Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo para promover a capital e o interior como destinos globais.

O papel da tecnologia e das conexões humanas

Embora a inteligência artificial domine as pautas técnicas do SXSW 2026, a estratégia brasileira no festival foca no relacionamento interpessoal como ativo de fechamento de contratos. Julia Saluh, diretora de Relações Internacionais da InvestSP, destaca que a curadoria busca investidores que já possuem interesse direto nos setores representados por São Paulo.

“O próprio festival tem destacado a importância dos relacionamentos pessoais, e a SP House oferece isso para todo mundo. Realizamos uma curadoria prévia de empresas interessadas em fazer negócios com São Paulo”, explica Saluh.

No campo da inovação, o SXSW 2026 serve como vitrine para soluções em transição energética e sustentabilidade, áreas onde o estado busca liderança global. Startups como a GLR Tech, especializada em captura de carbono, exemplificam o tipo de tecnologia sustentável que São Paulo exporta para o mercado norte-americano.

Protagonismo brasileiro em Austin

Com um espaço de 2.200 m² na Congress Avenue, a SP House tornou-se um ponto de convergência para delegações estrangeiras interessadas no ecossistema paulista. O presidente da InvestSP, Rui Gomes, reforça que a participação no SXSW 2026 não é passiva.

“São Paulo está aqui não para ser um observador, mas para criar as grandes tendências da inovação e da economia criativa”, afirma Gomes. Segundo o executivo, o interesse internacional é crescente, especialmente em pautas de transformação energética, o que coloca as empresas paulistas em posição de destaque nas mesas de negociação do SXSW 2026.

O encerramento das atividades na casa ocorre nesta segunda-feira (16), mas a expectativa é que os acordos iniciados em Austin reflitam em investimentos diretos no estado ao longo de todo o ano.

  • Publicado: 14/03/2026 15:35
  • Alterado: 14/03/2026 15:35
  • Autor: 14/03/2026
  • Fonte: Agência SP