Sistema Anchieta-Imigrantes: projeto da 3ª pista avança

Aval do Sistema Anchieta-Imigrantes garante avanço da 3ª pista, com impacto na logística, aumento de capacidade e exigências ambientais rigorosas

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A expansão do Sistema Anchieta-Imigrantes avançou mais uma etapa decisiva. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), órgão integrante do Sistema Ambiental Paulista, aprovou na quarta-feira (25) o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que atesta a viabilidade ambiental do projeto da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes. Com a decisão, a agência ambiental deve emitir a licença prévia para o empreendimento.

Projeto do Sistema Anchieta-Imigrantes prevê obra de alta complexidade

Com 21,6 quilômetros de extensão, a nova ligação entre o planalto e a Baixada Santista é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do país dentro do Sistema Anchieta-Imigrantes. Cerca de 91% do trajeto será em túneis — solução adotada para reduzir impactos ambientais e preservar áreas sensíveis da Serra do Mar.

Serão cinco túneis, que somam aproximadamente 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar seis quilômetros de extensão, o que pode torná-lo o maior túnel rodoviário do Brasil. O projeto inclui ainda a construção de oito pontes e viadutos.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, destacou o rigor técnico da análise. Segundo ela, a aprovação reforça a credibilidade do licenciamento ambiental paulista e o compromisso com o desenvolvimento sustentável no Sistema Anchieta-Imigrantes.

Conexão estratégica amplia logística do Sistema Anchieta-Imigrantes

A nova via do Sistema Anchieta-Imigrantes vai ligar o km 43 da Rodovia dos Imigrantes ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão, facilitando o acesso ao Porto de Santos.

A expectativa do governo estadual é de que a capacidade do Sistema Anchieta-Imigrantes seja ampliada em cerca de 25%, com impactos diretos na logística e no escoamento de cargas, especialmente para o setor portuário.

A avaliação técnica da Cetesb ressaltou o caráter inovador da obra sob o ponto de vista da engenharia. A concentração de túneis foi destacada como uma solução que prioriza a preservação ambiental, reduzindo interferências na Mata Atlântica ao longo do trajeto.

Licenciamento ambiental impõe exigências rigorosas ao projeto

Para viabilizar a construção do Sistema Anchieta-Imigrantes, a obra deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume equivalente a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas.

A Cetesb condicionou o avanço do projeto à implementação de um plano detalhado para a destinação desse material, além de medidas de controle nas escavações e ações voltadas à proteção de recursos hídricos e da biodiversidade.

O diretor-presidente da companhia, Thomaz Toledo, afirmou que o licenciamento é fundamental para garantir segurança ambiental em uma obra dessa magnitude. Segundo ele, o processo permite avaliar cada etapa da engenharia e assegurar que o projeto avance com controle e mitigação de impactos.

Na mesma reunião, o Consema também acompanhou a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de iniciativas sustentáveis, além de aprovar a proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga.

  • Publicado: 27/03/2026 10:44
  • Alterado: 27/03/2026 10:45
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: Agência SP