Sehal critica falta de regras para Airbnb no ABC
O Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) manifestou-se publicamente contra o modelo de hospedagem oferecido por plataformas digitais, como o Airbnb. Segundo a entidade, a ausência de regulamentação e fiscalização cria um cenário de concorrência desleal com hotéis legalmente estabelecidos na região. De acordo com o Sehal, os meios de […]
- Publicado: 13/03/2026 10:25
- Alterado: 13/03/2026 10:25
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Sehal
O Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) manifestou-se publicamente contra o modelo de hospedagem oferecido por plataformas digitais, como o Airbnb. Segundo a entidade, a ausência de regulamentação e fiscalização cria um cenário de concorrência desleal com hotéis legalmente estabelecidos na região.
De acordo com o Sehal, os meios de hospedagem tradicionais operam sob rígidas exigências legais, incluindo pagamento de tributos municipais, estaduais e federais, além de taxas, alvarás, normas da vigilância sanitária e obrigações trabalhistas.
“Os hotéis geram empregos formais, recolhem impostos e contribuem diretamente para a arrecadação dos municípios. Não é razoável competir com um modelo que não segue as mesmas regras”, afirma Beto Moreira, presidente do Sehal.
Sehal aponta diferença nas exigências legais

Outro ponto destacado pelo Sehal é a questão da fiscalização. Enquanto hotéis mantêm ficha cadastral de hóspedes e seguem normas de segurança, acessibilidade e vigilância sanitária, as hospedagens intermediadas por aplicativos não estariam submetidas ao mesmo nível de controle.
A entidade também ressalta que os empreendimentos hoteleiros oferecem serviços estruturados, como café da manhã e atendimento especializado, além de contribuir diretamente para a economia local.
“Quando o turista se hospeda em um hotel, ele circula pela cidade e consome em bares, restaurantes, padarias e no comércio. Isso gera impacto positivo em toda a cadeia produtiva do turismo e da alimentação”, reforça Paulo Tinoco, presidente do COMTUR Santo André e representante do Sehal.
Impacto no mercado imobiliário preocupa o Sehal

O Sehal também alerta para possíveis reflexos desse modelo de hospedagem no mercado imobiliário. Segundo a entidade, imóveis que antes eram destinados à locação permanente estariam migrando para plataformas digitais de curta temporada.
De acordo com o sindicato, essa mudança reduz a oferta de moradias disponíveis para aluguel tradicional e pode pressionar os valores cobrados dos moradores.
Sehal defende regulamentação para o setor
Para o Sehal, a discussão não envolve impedir novos modelos de negócio, mas garantir regras claras para todos os participantes do setor.
“Defendemos a livre iniciativa. Mas é necessário que haja regulamentação, fiscalização e segurança jurídica”, conclui Paulo Tinoco.