Sarampo: vacinação é reforçada após 23 casos em SP
Com 23 casos confirmados em 2026, Estado intensifica a imunização na Capital, Guarulhos e São Bernardo e orienta sobre sintomas e prevenção
- Publicado: 13/08/2026 10:19
- Alterado: 13/08/2026 10:19
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Agência SP
Diante do aumento da circulação do sarampo em São Paulo, com 23 casos confirmados em 2026, o Governo do Estado reforça a importância da vacinação e da atenção aos sintomas. A doença viral é altamente transmissível por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Vacinação contra o sarampo é ampliada em SP

Como estratégia de prevenção e controle, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) intensificou a campanha de vacinação contra o sarampo. Todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que vivem na Capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo devem receber o imunizante, independentemente da situação vacinal.
A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Na Capital, a vacinação está disponível nas 483 UBSs durante a Campanha de Multivacinação, que segue até 1º de setembro. A Prefeitura de São Paulo também ampliou a oferta para pontos instalados em locais de grande circulação, incluindo estações de transporte, com o objetivo de facilitar o acesso da população.
Sarampo exige atenção conforme a idade

A estratégia de imunização segue orientações específicas de acordo com a faixa etária. Para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, a dose aplicada em situações de surto é chamada de “dose zero”. Ela não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e 15 meses.
Para pessoas de 12 meses a 29 anos, o esquema de rotina prevê duas doses. Entre 30 e 59 anos, é indicada uma dose. Já os trabalhadores da saúde devem receber duas doses, independentemente da idade.
No momento da vacinação, é recomendado apresentar documento de identificação e a caderneta de vacinação. A equipe poderá verificar o histórico e orientar sobre a necessidade de novas aplicações. Quem não possui comprovante ou tem dúvidas sobre o esquema deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.
Veja quais são os sintomas do sarampo
Os primeiros sinais podem incluir febre alta, geralmente superior a 38,5°C, tosse, coriza e irritação ou vermelhidão nos olhos, segundo a Secretaria da Saúde. Outro sintoma característico é o aparecimento de manchas vermelhas na pele, que costumam surgir inicialmente no rosto e depois se espalhar pelo corpo.
A transmissão ocorre principalmente pelas secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Por isso, quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e evitar contato com outras pessoas enquanto houver suspeita de sarampo. A confirmação é feita por avaliação clínica e exames laboratoriais.
Complicações podem ser graves
A doença pode provocar complicações como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro. Crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade estão entre os grupos que podem ter maior risco de desenvolver quadros complicados.
Segundo a Secretaria da Saúde, a vacinação é a principal forma de prevenção e ajuda a reduzir a circulação do vírus. A medida também contribui para proteger pessoas que, por determinadas condições de saúde, não podem ser vacinadas.