São Paulo registra recorde de mulheres no mercado
Estado de São Paulo lidera emprego de mulheres no país e apresenta queda histórica na taxa de desemprego feminino
- Publicado: 13/03/2026 09:22
- Alterado: 13/03/2026 11:03
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Agência SP
O estado de São Paulo lidera a contratação de mulheres no Brasil, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir de 2024, São Paulo passou a registrar o maior número de mulheres ocupadas desde 2012, quando a pesquisa começou a ser realizada.
Além de concentrar o maior contingente de trabalhadoras entre todas as unidades da Federação, as mulheres também registraram aumento expressivo na renda. Segundo o IBGE, o quarto trimestre de 2025 apresentou o maior rendimento médio mensal real em 13 anos, alcançando R$ 3.599.
Número de mulheres ocupadas atinge recorde

No quarto trimestre de 2025, 11,004 milhões de mulheres estavam ocupadas no estado de São Paulo, configurando o melhor resultado da série histórica iniciada em 2012.
Em comparação com o mesmo período de 2022, houve crescimento de 4,5%, o equivalente a 470 mil mulheres a mais no mercado de trabalho. Já em relação a 2015, o aumento foi de 17,5%, com acréscimo de 1,643 milhão de trabalhadoras.
Quando comparado ao quarto trimestre de 2012, o avanço chega a 20%, com mais 1,782 milhão de mulheres empregadas no estado.
No total, o estado de São Paulo registrou 24,576 milhões de pessoas ocupadas no quarto trimestre de 2025, sendo que as mulheres representam cerca de 45% desse contingente.
Políticas públicas incentivam participação das mulheres

A ampliação da presença de mulheres no mercado de trabalho está entre os pilares do SP Por Todas, movimento do Governo do Estado de São Paulo voltado a ampliar a visibilidade de políticas públicas de proteção, acolhimento e emancipação profissional e financeira das mulheres.
Entre as iniciativas que estimulam a empregabilidade feminina estão cursos de qualificação promovidos pelo Fundo Social de São Paulo e pelo Qualifica SP, além das carretas do empreendedorismo da Secretaria de Políticas para a Mulher.
Renda das mulheres cresce e atinge maior nível em 13 anos
O rendimento médio mensal das mulheres no estado também alcançou o maior nível em 13 anos. No quarto trimestre de 2025, o valor chegou a R$ 3.599, o segundo maior entre todas as unidades da Federação, ficando atrás apenas do Distrito Federal.
Em relação ao quarto trimestre de 2022, o crescimento foi de 14,3%, equivalente a R$ 451 a mais. Já na comparação com 2015, o aumento foi de 8%, ou R$ 258.
A pesquisa do IBGE considera os valores recebidos habitualmente pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos no período analisado, já descontada a inflação.
Desemprego entre mulheres cai ao menor nível em mais de uma década

A taxa de desemprego entre as mulheres também apresentou queda significativa. De acordo com o IBGE, o segundo, terceiro e quarto trimestres de 2025 registraram as menores taxas de desocupação em 13 anos: 6,1%, 6,5% e 5,7%, respectivamente.
Em comparação com 2022, houve redução de 4 pontos percentuais no quarto trimestre. Já em relação ao mesmo período de 2015, a queda foi de 6,2 pontos percentuais.
A taxa de desemprego entre as mulheres chegou ao pico de 16,2% em 2017 e 2018. O índice atual está cerca de 65% abaixo desse patamar.
O número de mulheres desocupadas também atingiu o menor nível em 13 anos no quarto trimestre de 2025, com 660 mil trabalhadoras sem emprego. Em relação ao mesmo período de 2022, a redução foi de 42%.
Informalidade entre mulheres recua em São Paulo

Outro indicador positivo envolve a informalidade. Em 2025, as mulheres no estado registraram a menor taxa de trabalho informal em nove anos, segundo levantamento do IBGE iniciado em 2015.
O estado de São Paulo apresentou o quarto menor índice de informalidade entre mulheres no país no quarto trimestre de 2024, atrás apenas de Santa Catarina e do Distrito Federal.
SP Por Todas amplia rede de apoio às mulheres

O movimento SP Por Todas reúne políticas públicas voltadas à proteção e autonomia das mulheres. Entre as iniciativas está o auxílio-aluguel de R$ 500 para vítimas de violência doméstica.
O programa também inclui monitoramento permanente de agressores com tornozeleiras eletrônicas, o aplicativo SPMulher Segura, que conecta vítimas diretamente à polícia, e a ampliação de salas da Delegacia da Defesa da Mulher com atendimento 24 horas.
Além disso, o governo estadual ampliou linhas de crédito para mulheres empreendedoras e expandiu as Casas da Mulher Paulista, que oferecem apoio psicológico, orientação jurídica e capacitação profissional.
Outra medida é o protocolo Não Se Cale, voltado ao combate à importunação sexual em bares, restaurantes e casas de show, com capacitação online gratuita para profissionais do setor.