Santo André atualiza Plano de Drenagem Urbana para evitar enchentes
Santo André lança novo plano de drenagem urbana com foco em obras e tecnologia para mitigar alagamentos e aumentar a resiliência da cidade
- Publicado: 18/03/2026 20:16
- Alterado: 18/03/2026 20:16
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: PSA
A Prefeitura de Santo André oficializou, nesta quarta-feira (18/03), a assinatura da Ordem de Serviço para a atualização do seu Plano Diretor de Drenagem Urbana. O documento é o principal instrumento de gestão municipal para o manejo de águas pluviais e busca modernizar as estratégias de combate a alagamentos em toda a cidade.
O investimento para a elaboração do novo plano é de R$ 2.375.168,65, com prazo de execução de 12 meses. Esta iniciativa integra um pacote robusto de intervenções em curso, que prevê o aporte de R$ 210,5 milhões em obras e tecnologias de monitoramento até o final de 2026.
Modernização e resiliência climática
A última versão do planejamento para a drenagem urbana da cidade datava de 1996. Segundo a administração municipal, a atualização é urgente para contemplar as mudanças climáticas e o crescimento acelerado da mancha urbana nas últimas décadas.
O prefeito Gilvan Ferreira destacou que o planejamento é a base para a eficiência dos gastos públicos:
“O último plano foi de 1996 e colocado em prática em 1999. Tivemos obras, atualizações, e agora vamos dar continuidade. São intervenções estruturantes e esse planejamento vai fazer com que a política urbana de pequeno, médio e longo prazo aloque da melhor forma os recursos, obtendo uma cidade mais resiliente.”
Foco em bacias hidrográficas e infraestrutura
O novo Plano Diretor de Drenagem Urbana incluirá diagnósticos atualizados das bacias hidrográficas e diretrizes para obras estruturais. O secretário de Infraestrutura e Obras, André Scarpino, reforça que os dados permitirão um olhar mais atento às comunidades vulneráveis. “A partir do diagnóstico real, vamos delinear muito bem os nossos investimentos para as áreas mais críticas”, pontuou.
Além de obras físicas, o documento prevê medidas não estruturais, fundamentais para a eficácia da drenagem urbana, tais como:
- Educação ambiental voltada ao descarte de resíduos.
- Cronogramas de manutenção preventiva de galerias.
- Integração entre sistemas de água, esgoto e águas pluviais.
Investimentos e tecnologias em execução
Enquanto o novo plano é desenvolvido, Santo André mantém intervenções ativas. Um dos destaques é a construção de sete microrreservatórios na bacia do Córrego Guarará, capazes de armazenar cerca de 5.000 m³ de água.
A cidade também aposta em tecnologia para otimizar a drenagem urbana. Atualmente, o município utiliza um sistema de Inteligência Artificial para a predição de alagamentos, que cruza dados de pluviômetros e estações meteorológicas para identificar riscos hidrológicos em tempo real.
| Obra / Tecnologia | Status / Localização | Objetivo |
| 7 Microrreservatórios | Bacia do Córrego Guarará | Retenção de 5.000 m³ de chuva |
| Estação Vila América | Em ampliação | Aumento de 4x na capacidade de vazão |
| 500 Bocas de Lobo Inteligentes | Diversos bairros | Monitoramento e retenção de resíduos |
| Canteiros Esponja | Vila Homero Thon, Centro e Palmares | Absorção natural do solo |
O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira, ressaltou que a drenagem urbana não pode ser vista de forma isolada. “O saneamento traz essa inter-relação entre água, esgoto e resíduos. A cidade cresce e temos que pensar diagnósticos sabendo que o clima está mudando e afeta a vida das pessoas”, concluiu.