Rock in Rio 2026 estreia com Foo Fighters e novo Palco Mundo
O primeiro dia de Rock in Rio 2026 surpreendeu o público com a estreia da cenografia gigante de LED e o aguardado retorno do Foo Fighters.
- Publicado: 05/09/2026 08:17
- Alterado: 05/09/2026 08:17
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
A edição de 2026 do Rock in Rio abriu as portas da Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (4), revelando uma estrutura remodelada para receber milhares de fãs. O grande destaque visual da abertura ficou por conta da nova cenografia do Palco Mundo, agora revestido por 2.400 metros quadrados de painéis de LED de altíssima definição, transformando a experiência do público durante as apresentações.
Após sete anos de ausência, o Foo Fighters encerrou a primeira noite de shows principais. A banda estadunidense entregou um repertório repleto de sucessos que atravessam gerações, coroando a apresentação com a clássica “Everlong”. Mais cedo, o mesmo palco recebeu a energia punk das britânicas do Nova Twins, o rock sueco do The Hives e a intensidade do Rise Against, com o público formando grandes rodas punks no gramado.
“Hoje, quando vejo esse novo Palco Mundo, essa nova Cidade do Rock e tudo o que preparamos para 2026 ganhando vida diante dos fãs, tenho a certeza de que o festival continua transformando sonhos em experiências”, celebrou o presidente e criador da Rock World, Roberto Medina.
Encontros de gerações marcam o Rock in Rio no Palco Sunset

O Palco Sunset dedicou sua programação de abertura à celebração do rock nacional. Di Ferrero iniciou os trabalhos revisitando hits de sua antiga banda, o NX Zero, e recebendo Danilo Cutrim, vocalista do Forfun e Braza. Logo em seguida, uma dobradinha histórica uniu Detonautas e Biquini, misturando faixas que marcaram o pop rock brasileiro nas últimas décadas.
Os britânicos do Hot Milk trouxeram a nova safra do pop punk internacional para o espaço, preparando o terreno para o encerramento. O Capital Inicial tomou conta do palco junto a Dado Villa-Lobos, promovendo uma homenagem ao legado de Renato Russo e transformando a plateia em um imenso coral.
Experiências imersivas e nova pista de dança

Longe das guitarras, o Rock in Rio inovou com o lançamento do ECCO, um espetáculo desenvolvido em parceria com a LightWire. A atração ocupa uma arena própria e oferece uma imersão de 360 graus que mistura luz, som, projeções mapeadas e figurinos tecnológicos, como o PixelWear, composto por mais de 1.500 luzes de LED controladas individualmente.
“A parte da água e da queda da cachoeira achei incrível. Conseguimos parar por 20 minutos e ter um momento completamente diferente dos shows”, relatou a guia turística Ana Carolina Silva.
A música eletrônica também ganhou novos contornos nesta edição. O palco New Dance Order inaugurou uma cenografia colossal com 56,5 metros de largura e 22,5 metros de altura. A programação começou com a estreia de um movimento mundial de paz na cena eletrônica e terminou com um set frenético do DJ sueco Steve Angello.
Diversidade sonora pelos palcos alternativos

Os espaços dedicados à diversidade de ritmos mantiveram o público em constante movimento. No Espaço Favela, Hitmaker e Rodrigo do CN transformaram o local em um enorme baile funk. Perto dali, o Supernova revelou novos talentos e abrigou uma homenagem à obra de Gilberto Gil conduzida por Larissa Luz.
A Global Village destacou a música alternativa e o pop brasileiro. Giovanna Moraes e a banda Leela aqueceram o público durante a tarde. O cantor Paulinho Moska encerrou as atividades do palco cantando os maiores sucessos de sua carreira para uma plateia lotada.
Operação logística, transporte e combate à fome no Rock in Rio
Para facilitar o consumo, a organização manteve a compra antecipada de comidas e bebidas via aplicativo oficial. O sistema gera um QR Code individual que agiliza a retirada nos bares, incentivando o uso de copos retornáveis mediante descontos em novas compras. As transações no gramado foram totalmente digitais, aceitando cartões e dispositivos por aproximação.
A mobilidade urbana funcionou através de um esquema integrado entre o MetrôRio e o BRT. As estações operaram 24 horas para o embarque na estação Jardim Oceânico, conectando os passageiros aos ônibus expressos que levavam o público diretamente aos portões do evento.
Na frente social, a organização selou uma parceria com a Ação da Cidadania. O festival fez uma doação inicial de 500 mil pratos de comida e estabeleceu a ambiciosa meta de arrecadar o equivalente a 2 milhões de refeições até o último dia de shows.
O balanço deste primeiro dia reflete a magnitude que o Rock in Rio adquiriu desde a sua fundação. O evento consolida sua infraestrutura tecnológica e reforça o impacto cultural e econômico, projetando mais uma edição histórica para a capital fluminense.