Público lota anfiteatro em workshop sobre reabilitação de áreas urbanas

Seminário mostra que Estado de São Paulo tem mais de quatro mil áreas contaminadas

Crédito:

Com o anfiteatro do Salão Nobre Roberto Burle Marx lotado, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Santo André promoveu nesta quarta-feira (25) o workshop “Reabilitação de Áreas Urbanas e os Passivos Ambientais”.

O seminário faz parte do Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais, coordenado pela Secretaria Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades.

A vice-prefeita Dra Dinah Zekcer abriu o encontro lembrando que a questão ambiental é premissa básica da sociedade e dos gestores públicos na busca pela qualidade de vida digna.

“Eventos como esse mostram a importância de se saber o que é passivo ambiental e como transformar o que é prejudicial em padrão de vida decente”, afirmou a vice-prefeita.

Na primeira palestra do dia, a engenheira química Maria Cecília Pires, representante da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), discorreu sobre a gestão de áreas contaminadas e recordou que esse tema é recente, com início na década de 80, sendo de fato formalizada na década seguinte. Maria Cecília informou que o Estado de São Paulo possui 4131 áreas contaminadas cadastradas.

O encontro prosseguiu com as palestras de Milton Tadeu Motta, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo; Eduardo de Campos Ferreira, da Pinheiro Neto Advogados; nova fala da engenheira química Maria Cecília Pires; Ângelo Consoni, do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André); Marco Moliterno, da M. Moliterno Engenharia Preventiva e Gestão Ambiental; Adriana Levisky, do Escritório Levisky Arquitetos Associados; Gustavo Barbosa Freitas, da ConAm – Consultoria Ambiental; Márcia Mikai Junqueira de Oliveira, da Pentagrama – Projetos em Sustentabilidade, Andreas Marker, da empresa de consultoria Synergia e de Charles Couto de Camargo Júnior, da Prefeitura de Santo André.

A arquiteta Adriana Levisky relatou a experiência de modelo de gestão e parceria entre poder público e privado na revitalização de área contaminada para fins de uso público, como foi o caso da Praça Victor Civita, em São Paulo.

O público também pode participar por meio de perguntas. Crime ambiental, gestão e formas de remediação de áreas e risco de contaminantes (o Brasil não possui meios para análise) foram os temas que mais geraram dúvidas.

O wokshop teve como objetivo a troca de informações sobre os métodos de classificação e procedimentos de licenciamento ambiental e de gerenciamento e reabilitação das áreas contaminadas, bem como a responsabilidade legal do poder público e da iniciativa privada com relação ao tema.

Tópicos

  • Publicado: 25/04/2012 22:58
  • Alterado: 25/04/2012 22:58
  • Autor: Ivana Hammerle
  • Fonte: SECOM PSA