PS Central bate recorde em janeiro e implanta classificação de risco

O Pronto-socorro Central começou 2012 batendo recorde: de 1º a 12 de janeiro foram 8.725 atendimentos. Em pouco mais de uma semana, a unidade registrou próximo do que era a média mensal – 9 mil atendimentos – antes de a Fundação do ABC (FUABC) assumir a unidade, em março do ano passado. Para priorizar emergências […]

Crédito:

O Pronto-socorro Central começou 2012 batendo recorde: de 1º a 12 de janeiro foram 8.725 atendimentos. Em pouco mais de uma semana, a unidade registrou próximo do que era a média mensal – 9 mil atendimentos – antes de a Fundação do ABC (FUABC) assumir a unidade, em março do ano passado. Para priorizar emergências e urgências, o PS Central implanta o Programa de Acolhimento com Classificação de Risco. Pelo sistema, os pacientes são recebidos na Sala de Triagem e, por meio de cores, priorizados conforme a gravidade.

O desafio é mudar a cultura por atendimento imediato e conscientizar a população de que pronto-socorro existe para emergências e urgências. Casos sem gravidade devem ser levados às unidades básicas: a cidade conta com uma rede de 17 Unidades de Saúde da Família (Usafas) e cinco UBSs nos bairros.

Ao treinar as equipes de enfermagem para implantação do sistema, a gerente de Ensino e Pesquisa em Enfermagem do Complexo de Saúde Irmã Dulce, Sônia Angélica Gonçalves, destacou que o PS segue o protocolo do Ministério da Saúde.

Sônia explica que os pacientes que chegam à unidade são atendidos na recepção, por meio de senha, onde fazem a ficha. A seguir, eles são encaminhados para a Sala de Triagem, onde um enfermeiro, acompanhado por um técnico em enfermagem, avalia os casos colhendo informações sobre as queixas e verificando sinais vitais. Mediante essa análise preliminar, o enfermeiro sinaliza o prontuário com cores: vermelho para emergência (que necessita de atendimento imediato) e amarelo para urgência (o mais rápido possível); já verde é para não urgente (pode aguardar um tempo maior) e azul para consultas de baixa complexidade (será atendido após os anteriores). Com isso, pacientes ambulatoriais não deixarão de ser atendidos, mas terão de aguardar outros que chegam em risco de morte. Em contrapartida, pacientes que chegam por ambulâncias e dão entrada à sala de emergência são sinalizados com vermelho.

“O acolhimento com classificação de risco estabelece uma política de atendimento com prioridade para casos mais graves, como um politrauma, por exemplo”, esclarece Sônia. O objetivo é atender a todos, não por ordem de chegada e sim por gravidade, garantindo agilidade para salvar vidas. “O sistema permite avaliar o paciente logo na chegada, fazendo com que ele seja visto precocemente, encaminhando-o para a especialidade, conforme protocolo.” Uma queixa de dor em membro superior tanto pode ser um caso ortopédico como pode apontar um infarto, daí a necessidade da triagem inicial.

ESTRUTURA – Para receber a demanda da temporada, quando a população da cidade quadruplica, chegando a 1 milhão de pessoas, o PS Central recebeu reforço em equipamentos e profissionais. Segundo a diretora administrativa, Márcia Diogo, a unidade recebeu um maior número de material de enfermagem, como caixas de sutura. “Tudo foi preparado para atender uma demanda grande na temporada, até o carnaval, da melhor maneira possível.”

Em breve, a Sala de Emergência passará por obras, quando serão criadas estruturas específicas para adultos e crianças. A previsão é que a partir de março passe a atender pediatria.

Tópicos

  • Publicado: 23/01/2012 14:55
  • Alterado: 23/01/2012 14:55
  • Autor: Nádia Almeida
  • Fonte: