Pronto-socorro no carnaval: a luta pela vida não pode esperar

Marcado pela descontração e alegria, o carnaval também é a época em que sobem as estatísticas de acidentes envolvendo moradores e turistas, já que a população aumenta consideravelmente. Para atender urgências e emergências com maior agilidade, o Pronto-socorro Central implantou, há um mês, o sistema de Acolhimento com Classificação de Risco, que visa exatamente isso: […]

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Marcado pela descontração e alegria, o carnaval também é a época em que sobem as estatísticas de acidentes envolvendo moradores e turistas, já que a população aumenta consideravelmente. Para atender urgências e emergências com maior agilidade, o Pronto-socorro Central implantou, há um mês, o sistema de Acolhimento com Classificação de Risco, que visa exatamente isso: priorizar casos que não podem esperar por atendimento na rede básica ou impliquem em risco de morte. Em situações assim, a luta pela vida requer agilidade por parte da enfermagem e dos médicos, concentrando esforços para estabilizar o quadro clínico.

Quem dá entrada ao PS queixando-se de dor no braço pode tanto ter um problema ortopédico quanto um infarto, que pode ser letal se não socorrido a tempo. Para essa avaliação preliminar, o paciente é encaminhado a uma sala específica logo após a abertura da ficha, onde a enfermagem fará o acolhimento e checará seus sinais vitais com base em protocolos. Numa escala de cores, a ficha do paciente recebe uma sinalização indicando o grau da gravidade. Os casos mais graves têm atendimento imediato. Casos ambulatoriais também serão atendidos, mas terão que aguardar o atendimento dos pacientes mais graves.

Um banner na entrada da Sala de Acolhimento e folhetos coloridos informam aos usuários que o atendimento não é por ordem de chegada, mas de prioridade, conforme as cores: vermelho para emergências (que necessitam de atendimento imediato); amarelo para urgências (o mais rápido possível); verde para consultas não urgentes (podem aguardar um tempo maior); azul para consultas de baixa complexidade (serão atendidos após os anteriores).

No desafio de mudar a cultura por atendimento imediato e conscientizar a população da finalidade do pronto-socorro, a gerente de Ensino e Pesquisa em Enfermagem, Sônia Angélica Gonçalves, cita que muitos dos casos que chegam ao PS não são prioritários, mas ambulatoriais. “É importante ficar claro para a população que o pronto-socorro precisa atender primeiro as urgências e emergências, que não podem aguardar, como um politrauma, uma crise hipertensiva ou um infarto, por exemplo”, expôs Sônia, que coordenou a implantação do novo sistema.

RECORDES – Desde o início da temporada de verão, o pronto-socorro se preparou para o aumento de demanda, com mais equipes e suprimentos. Começou 2012 batendo recorde: de 1º a 12 de janeiro foram 8.725 atendimentos. Em pouco mais de uma semana, a unidade registrou próximo do que era a média mensal – 9 mil atendimentos – antes de a fundação assumir a unidade, em março do ano passado. O mês de janeiro totalizou 21.955 atendimentos. No carnaval, o primeiro após a gestão da fundação, a expectativa é de seguir a mesma tendência.

Em praticamente um ano, o PS Central passou por transformações não só físicas como estruturais. A recepção foi toda remodelada, com mobiliário mais confortável, pintura, reparos, tevê de plasma, painel eletrônico de chamada, espaço lúdico infantil e climatização de ambiente. Com uma nova fachada, o PS ganhou serviços como Ouvidoria própria em sala privativa e Serviço Social. A reestruturação envolve duas outras etapas. Em breve, a Sala de Emergência passará por obras, quando serão criadas estruturas específicas para adultos e crianças. Com isso, passará a oferecer atendimento pediátrico. A última fase de obras envolve reforma dos consultórios.

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  • Publicado: 17/02/2012 18:58
  • Alterado: 17/02/2012 18:58
  • Autor: Nádia Almeida
  • Fonte: FUABC