Projeto FLORIR leva empoderamento a alunas da ETEC Mauá
ETEC Mauá recebe ação sobre autocuidado, direitos e combate à violência
- Publicado: 25/03/2026 20:32
- Alterado: 25/03/2026 20:32
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: PMM
A ETEC Mauá foi palco, entre os dias 23 e 25 de março, da primeira edição do Projeto FLORIR, iniciativa da Secretaria de Assistência Social em parceria com a Escola Técnica Estadual. A ação intersecretarial integrou atividades educativas e serviços públicos, em alusão ao Mês da Mulher, reunindo centenas de estudantes dos cursos técnicos.
Voltado às alunas da ETEC Mauá e suas famílias, o projeto teve como foco o autocuidado, o empoderamento feminino, o acesso à informação sobre direitos e a prevenção da violência contra a mulher, além de incentivar a cultura de combate à violência doméstica entre toda a comunidade escolar.
Ações educativas e serviços integrados
A programação teve início na segunda-feira (23/03), com atividades conduzidas pela equipe da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres. Por meio de palestras e dinâmicas em grupo, foram abordados temas como ciclos da violência, formas de prevenção e caminhos para que mulheres possam sair de situações abusivas, além da apresentação dos serviços disponíveis no município.
Na terça-feira (24/03), a Secretaria de Saúde promoveu ações voltadas à saúde da mulher, com orientações sobre atendimentos disponíveis e destaque para o Núcleo de Atenção à Violência Sexual (Navis).
As atividades reforçam o papel da ETEC Mauá como espaço não apenas de formação técnica, mas também de conscientização social e cidadania.
Encerramento destaca avanços e desafios
O encerramento do Projeto FLORIR aconteceu na quarta-feira (25/03), com uma cerimônia e diversas atividades na quadra da escola. Durante o evento, autoridades destacaram avanços nas políticas públicas e alertaram para desafios atuais, como o aumento dos casos de feminicídio.
“Estamos num momento de comemoração porque a política de proteção às mulheres de Mauá foi reconhecida em um evento internacional realizado na Organização das Nações Unidas. Mas é preciso também refletir sobre o cenário que estamos vivendo de aumento dos feminicídios. As mulheres não podem aceitar a morte de tantas mulheres. Vamos nos unir no combate à violência”, afirmou a secretária de Assistência Social, Fernanda Oliveira.
Ela também ressaltou a trajetória de conquistas femininas ao longo da história. “Muitas mulheres lutaram para que tivéssemos as conquistas que alcançamos hoje”, completou.
Comunidade escolar engajada na conscientização
O superintendente da ETEC Mauá, Jessé Fonseca, reforçou o papel dos estudantes na transformação social. “Que cada um aqui seja agente no combate ao feminicídio. E também no combate aos abusos que surgem na internet. Juntos seremos mais fortes.”
A educadora Cíntia Souza, do Centro Paula Souza (CPS), destacou a formação cidadã. “Vocês hoje são multiplicadores, influenciadores. Na escola não queremos que os alunos saiam somente técnicos, mas que sejam cidadãos e levem isso de exemplo pra casa.”
Já Nívea Macedo, também do CPS, ressaltou a importância do papel coletivo. “As mulheres têm um importância muito grande na sociedade e precisa de vocês – os alunos – para construir uma sociedade que saiba cuidar das pessoa.”
Orientações sobre violência digital e direitos
A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cida Maia, chamou atenção para os riscos no ambiente digital. “É fundamental que se protejam na internet, não se exponham e nem se submetam a relacionamentos abusivos que pedem provas de amor, porque tudo isso pode virar violência digital”, explicou.
O secretário de Cultura, Deivid Couto, também alertou sobre o tema. “Não podemos fazer da cultura do feminicídio a nossa cultura. Cuidado com o que vocês alimentam no coração”, afirmou.
Serviços e atividades ampliam impacto do projeto
Além das palestras, o evento na ETEC Mauá contou com uma série de serviços e atividades abertas aos alunos, como atendimentos e orientações às mulheres, vacinação, informações sobre dengue, ações do projeto Viver Bem e iniciativas de saúde feminina.
Também foram oferecidas informações sobre cursos, capacitações e empreendedorismo, além de ações de educação ambiental e sustentabilidade, como o projeto Chás Medicinais. A programação incluiu ainda apoio cultural, atrações musicais e serviços de bem-estar, como manicure, barbearia e maquiagem.
Para a mãe de aluna Sandra Macarena Milaqueo Viaggi, a iniciativa deve ser ampliada. “É um assunto muito importante para ser levado para as escolas e instituições de ensino. Muitas mulheres nem sabem que estão sofrendo violência e que não podem aceitar certas coisas. Quero que essa atividade vá para outras escolas para que as mulheres saibam quais são seus direitos.”