Procon-SP fiscaliza 332 estacionamentos em todo o estado

Fiscais identificaram irregularidades em quase metade dos locais visitados. Placas que isentam empresas de furtos são o principal alvo.

Crédito: Governo de São Paulo

O Procon-SP deflagrou uma ofensiva rigorosa contra estacionamentos irregulares. A operação recente inspecionou 332 estabelecimentos em 24 municípios paulistas entre os dias 16 e 20 de março de 2026. Fiscais encontraram problemas estruturais e documentais em 149 desses locais. O número expressivo expõe uma falha sistêmica na prestação desse serviço de guarda de veículos.

Fuga de responsabilidade é alvo principal do Procon-SP

Empresas tentam burlar a lei diariamente. Placas avisando que o estabelecimento não assume a culpa por objetos deixados no interior do veículo representam uma afronta direta aos direitos do cliente. A justificativa corporativa não tem nenhuma validade jurídica.

A autarquia estadual não tolerou a prática durante as vistorias. Alguns comércios exigiam o preenchimento de formulários de declaração de bens pelos motoristas. Os administradores, intencionalmente, negavam a entrega da cópia do documento ao consumidor.

Na capital paulista, os agentes de defesa do consumidor visitaram 204 locais e flagraram infrações em 81 deles, o equivalente a 39,71% da amostragem total.

A ausência de clareza nos preços de serviços essenciais também liderou o ranking de autuações. O cliente entra às cegas sem saber quanto pagará pela lavagem ou pela diária. O Procon-SP classifica essa omissão de valores como uma prática lesiva grave contra o cidadão.

Descaso com a lei cresce no interior e litoral

O desrespeito aumenta fora da metrópole. Nas outras 23 cidades visitadas, o índice de irregularidades saltou drasticamente para 53,13%. Agentes lavraram 68 autuações em apenas 128 vistorias realizadas nestes municípios.

As infrações mais recorrentes no interior envolvem profundo descaso com a legislação básica brasileira. O roteiro de inspeção encontrou um padrão de negligência inaceitável nestas regiões:

  • Falta ou ocultação do Código de Defesa do Consumidor (49,3%).
  • Omissão proposital do preço à vista para os clientes (17,8%).
  • Tentativa ilegal de isenção de responsabilidade patrimonial (17,8%).

Cidades estratégicas como Campinas, Ribeirão Preto, Santo André e Santos integraram a rota da força-tarefa. A ação exige uma resposta imediata do setor de serviços automotivos. Estacionar o carro com segurança não pode significar a perda de garantias legais fundamentais. Quem se sentir ameaçado por essas irregularidades corporativas deve acionar o Procon-SP imediatamente para formalizar a denúncia e proteger seu patrimônio.

  • Publicado: 24/03/2026 15:23
  • Alterado: 24/03/2026 15:23
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Procon-SP