Porto de Santos fará resgate de navio histórico após ele afundar
A embarcação Professor W. Besnard tombou no Parque Valongo. Autoridades preparam remoção imediata para garantir a segurança no canal.
- Publicado: 15/03/2026 15:08
- Alterado: 15/03/2026 15:08
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: APS
O Porto de Santos iniciou uma operação de emergência. A medida busca remover o navio histórico Professor W. Besnard, que afundou na noite de sexta-feira no cais do Parque Valongo. O casco inativo sofreu avarias severas. A água invadiu a estrutura e destruiu a estabilidade da embarcação.
A Marinha do Brasil abriu inquérito administrativo. O objetivo é apurar as causas exatas do tombamento. Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária (APS), classificou o resgate como prioridade absoluta. A presença da carcaça exige atenção máxima no fluxo comercial e logístico do Porto de Santos.
Riscos e resgate no Porto de Santos
Equipes técnicas avaliam a melhor estratégia de içamento. O plano prevê transporte seguro até um estaleiro próximo.
“Por segurança do canal de navegação, o navio será retirado e levado ao estaleiro. Se as condições permitirem, queremos recuperar esse navio com apoio das empresas e parceiras”, afirmou o presidente da Autoridade Portuária.
O navio oceanográfico acumula 60 anos de pesquisa naval brasileira. A propriedade legal pertence ao Instituto do Mar. Esta associação sem fins lucrativos enfrenta grave crise financeira. A falta de recursos inviabilizou a manutenção no complexo do Porto de Santos.
Posição oficial da Marinha
A autoridade marítima confirmou a ausência de vítimas. O acidente também não gerou poluição hídrica no estuário. A embarcação permanece assentada no leito e fortemente amarrada ao cais original.
Fatores que mitigam o perigo imediato segundo os militares:
- Ausência de vazamento de combustíveis no espelho d’água.
- Estabilização do casco no fundo do leito marinho.
- Amarração reforçada nos cabeços de atracação.
A mobilização para salvar a história do navio já começou. O resgate transcende a questão patrimonial e foca na eficiência logística. Manter a via navegável desobstruída é vital para a operação diária no Porto de Santos.