PF prende integrantes do PCC na Bolívia e traz ao Brasil

Investigados por elo com a política em São Bernardo e tráfico no Porto de Santos, dois integrantes do PCC são capturados na Bolívia

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Uma ação integrada envolvendo a Polícia Civil de São Paulo, a Polícia Federal e forças de segurança da Bolívia resultou na captura de dois homens apontados como lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As prisões ocorreram em Santa Cruz de la Sierra, no país vizinho, durante operações deflagradas entre o último sábado (19) e esta quarta-feira (23).

O primeiro detido foi Márcio Barbosa da Silva, conhecido pelos apelidos de “Beiço de Mula”, “Nenê” ou “Magrão”, desembarcando escoltado no Aeroporto Internacional de Guarulhos na última segunda-feira (21).

Já nesta quarta-feira (23), as equipes policiais efetuaram a prisão do segundo alvo, Roberto Prieto Filho, o “Betinho”, “Litoral” ou “Guarujá”, que permanecia foragido da Justiça brasileira.

Ambos foram transferidos sob custódia do Departamento de Operações Policiais Especiais (Dope) e da PF para o sistema prisional paulista.

Atuação no setor público do ABC e tráfico internacional em Santos

Segundo investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Márcio Barbosa da Silva integra a “Torre”, cúpula de comando da facção, com forte atuação no tráfico da Zona Leste paulistana.

O investigado é citado em apurações que apuram a infiltração do grupo criminoso no transporte público e na política regional, com desdobramentos na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, onde sua esposa ocupou cargo comissionado.

O caso está vinculado às investigações que culminaram na prisão do ex-vereador paulistano Milton Leite na última semana. Por sua vez, Roberto Prieto Filho era procurado por mandado de prisão preventiva e é apontado como operador logístico do envio de drogas para o exterior via Porto de Santos.

Milton Leite PCC
Afonso Braga/Câmara Municipal de SP

A inteligência policial indica sua liderança no esquema denominado “Narco-Porto”, focado no ocultamento de grandes remessas de cocaína em contêineres marítimos com destino a países da Europa e da África. Ambos acumulam condenações anteriores por homicídio, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que somam mais de duas décadas de reclusão.

  • Publicado: 23/09/2026 16:47
  • Alterado: 23/09/2026 16:47
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: ABC do ABC