Pesquisa em Mauá mapeia demandas de famílias atípicas
Projeto Vozes que Transformam, do Coletivo TEAção, mapeia demandas de famílias atípicas no Grande ABC
- Publicado: 19/08/2026 22:04
- Alterado: 19/08/2026 22:04
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
O Coletivo TEAção de Famílias Atípicas de Mauá e Região lançou oficialmente o projeto de pesquisa “Vozes que Transformam”, uma iniciativa socioestrutural criada para mapear, analisar e dar visibilidade às demandas reais vivenciadas por famílias atípicas, pessoas com deficiência, adultos neurodivergentes e profissionais da área da inclusão no Grande ABC.
A proposta nasce da necessidade de ir além de levantamentos numéricos genéricos, buscando compreender as trajetórias individuais e identificar os principais gargalos no acesso a direitos fundamentais, serviços públicos e espaços de participação cidadã em Mauá e nos municípios vizinhos.
Perspectivas Plurais e Escuta Ativa

O estudo foi estruturado para contemplar múltiplos atores envolvidos diariamente com a pauta da neurodiversidade e da acessibilidade. A amostragem da pesquisa engloba:
- Mães e Cuidadores Atípicos: Mapeamento de rotinas, sobrecarga do cuidado e acesso a redes de apoio;
- Pessoas com Deficiência e Neurodiversos Adultos: Escuta direta sobre autonomia, empregabilidade, mobilidade urbana e convivência social;
- Profissionais da Inclusão: Contribuições de educadores, terapeutas, profissionais de saúde e assistentes sociais sobre os desafios da prestação de serviços na região.
Entre os eixos de investigação prioritários da pesquisa destacam-se o acesso à saúde especializada, a qualidade do atendimento escolar inclusivo, a inserção no mercado de trabalho formal, a acessibilidade nos espaços públicos e o cumprimento das garantias legais vigentes.
Escuta Social como Base para Políticas Públicas

A justificativa do projeto apoia-se no princípio de que a formulação de políticas públicas efetivas exige a participação direta dos públicos contemplados. Os dados coletados serão consolidados em relatórios técnicos para fundamentar diálogos com o poder público, instituições de ensino e a sociedade civil organizada.
O coordenador do Coletivo TEAção e pesquisador social responsável pelo projeto, Thiago Almeida, defende que a construção da cidadania não pode ocorrer de forma alheia à vivência das famílias:
“Não existe inclusão construída de cima para baixo. É preciso ouvir quem vive a realidade todos os dias. Cada relato, cada experiência e cada demanda apresentada pode ajudar a transformar a forma como a sociedade compreende a deficiência, o autismo e a neurodiversidade, ou seja, não há política pública sem o público”, enfatiza Thiago Almeida.
O Coletivo TEAção e a Região do Grande ABC
Sediado em Mauá, o Coletivo TEAção atua como rede de acolhimento, orientação e defesa de direitos de famílias atípicas na região metropolitana. A entidade reforça o compromisso de converter os diagnósticos da pesquisa em propostas concretas de transformação social e ampliação da acessibilidade no espaço urbano.