Operação mira núcleo do PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão
Investigação foca em núcleo criminoso da Baixada Santista que movimentou R$ 1 bilhão com imóveis, licitações e influência política.
- Publicado: 03/09/2026 09:07
- Alterado: 03/09/2026 09:07
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (3) a Operação Helmintos, focada em desarticular um núcleo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação ocorre em Praia Grande e outras cidades da região para frear uma rede suspeita de lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
O esquema bilionário busca influenciar ativamente as atividades econômicas e o cenário político na Baixada Santista. Os agentes do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6) cumprem mandados em residências, estabelecimentos comerciais e órgãos da administração municipal.
Impacto financeiro da Operação Helmintos
As apurações da Operação Helmintos mostram que o grupo criminoso conta com operadores financeiros, intermediários do ramo imobiliário e laranjas. Essa complexa estrutura de ocultação de bens organizou a movimentação de valores próximos de R$ 1 bilhão.
O capital ilícito entrava na economia formal por meio da aquisição de 29 imóveis de alto padrão, empresas diversas e pontos de comércio local. A Justiça autorizou o bloqueio imediato de contas, investimentos e o sequestro de todos os bens vinculados aos investigados.
Alvos na administração pública municipal
A polícia identificou quatro frentes prioritárias de atuação da facção na cidade. O escopo da investigação engloba o controle de quiosques instalados em áreas públicas e um suspeito favorecimento em procedimentos licitatórios da prefeitura local.
“Os elementos reunidos indicam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal”, relatou a autoridade policial responsável pela Operação Helmintos ao detalhar as frentes políticas da apuração.
A Justiça paulista decretou a prisão temporária de quatro suspeitos apontados como líderes e operadores financeiros do esquema. As equipes de busca recolhem documentos, contratos, dinheiro em espécie e aparelhos eletrônicos para mapear os próximos passos da organização.
Combate à influência territorial do crime organizado
A denominação escolhida para a ofensiva reflete a forma parasitária como a quadrilha atua na economia da região litorânea. A prática criminosa prejudica a livre concorrência e utiliza o comércio lícito para sustentar e fortalecer as bases logísticas da facção.
As diligências prosseguem sob rigoroso sigilo judicial para revelar a real extensão patrimonial, econômica e política de todos os envolvidos. A principal meta da Operação Helmintos é extinguir definitivamente essa rede de financiamento ilegal e responsabilizar todos os articuladores do grupo.