Nikolas Ferreira sugere impeachment no próximo ano
O parlamentar mineiro expõe crise nas redes. As postagens de Nikolas Ferreira elevam a tensão política do segundo turno após a medida do Supremo Tribunal
- Publicado: 25/10/2026 21:19
- Alterado: 25/10/2026 21:22
- Autor: Leonardo Nogueira
- Fonte: ABC do ABC
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou o ambiente digital para ventilar a possibilidade de um novo processo de destituição presidencial em 2027. A manifestação inflamou as bases no ápice do segundo turno.
A disputa concentra alta polarização. O embate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou contornos ainda mais graves após as publicações no X (antigo Twitter). A imagem que repercute entre os usuários expõe a promessa bélica do parlamentar caso seu grupo político amargue uma derrota nas urnas.
“Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”, publicou o político.
A ameaça institucional subiu de tom. A postagem seguinte trouxe um aviso direto sobre o futuro da governabilidade federal: “Mais um impeachment pra ano que vem”.
A fúria da base e de Nikolas Ferreira contra o Judiciário

O gatilho partiu da Suprema Corte. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação em todo o país para mitigar as barreiras de transporte enfrentadas pelos eleitores.
A medida revoltou a base bolsonarista. Os parlamentares conservadores argumentam que a alteração repentina beneficia diretamente a chapa petista, embora o grupo não tenha apresentado evidências materiais de fraudes.
Os principais pontos de tensão envolvem:
- Decisão monocrática expedida no decorrer da votação.
- Extensão do horário nacional até as 19h.
- Reação coordenada de opositores nas redes sociais.
Nenhuma denúncia formal existe. As bravatas digitais funcionam como estratégia de engajamento e forte pressão política sobre os magistrados em um momento de extrema atenção democrática.
O país aguarda a apuração oficial. O tensionamento estimulado por Nikolas Ferreira antecipa um mandato profundamente conturbado no Congresso Nacional, independentemente do candidato que vença o escrutínio.