Mpox: Saúde confirma 140 casos e reforça importância do diagnóstico

Oftalmologista alerta para sintomas oculares da Mpox

Crédito: Divulgação/GOV

O avanço dos casos de Mpox no Brasil tem colocado o Ministério da Saúde em estado de monitoramento constante. Entre o início de janeiro e o dia 9 de março de 2026, o país já registrou 140 confirmações da doença, além de centenas de casos suspeitos distribuídos por 12 estados e pelo Distrito Federal, com uma concentração maior de ocorrências em São Paulo. Diante desse cenário, especialistas alertam para a importância de identificar precocemente os sinais da infecção, que se manifesta principalmente por meio de erupções e lesões na pele em diversas partes do corpo.

Além da pele: Como a Mpox afeta os olhos e quais os cuidados necessários

No entanto, um aspecto que merece atenção especial são as complicações oculares. O oftalmologista Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do pronto-socorro do H.Olhos, explica que a doença pode atingir a região dos olhos provocando conjuntivite, dor, sensibilidade à luz e visão turva, além de inchaço e bolhas nas pálpebras. Esses sintomas costumam vir acompanhados de sinais gerais, como febre, calafrios, dor de cabeça e fraqueza. O médico destaca que o tratamento é voltado ao alívio do desconforto, podendo incluir colírios específicos, compressas frias e higienização com soro fisiológico, enquanto casos mais graves exigem o uso de antivirais.

A transmissão do vírus ocorre pelo contato direto com pessoas infectadas ou materiais contaminados, e o período de contágio é mais crítico entre o surgimento dos sintomas e a cicatrização total das feridas. Como as manifestações podem levar até 21 dias para aparecer, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Lavar as mãos com frequência e utilizar álcool em gel são hábitos essenciais, assim como o uso de equipamentos de proteção por profissionais de saúde. Vale lembrar que a vacina está disponível pelo SUS para grupos prioritários, servindo como uma barreira extra de defesa.

Considerada uma zoonose, a Mpox pode circular entre animais e humanos, sendo carregada principalmente por roedores, enquanto os macacos são apenas hospedeiros acidentais. Para evitar estigmas e ataques aos primatas, o nome da infecção foi atualizado pela Organização Mundial da Saúde. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico imediato usando máscara e mantendo o distanciamento social. É fundamental não tocar nas feridas para evitar que o vírus se espalhe e nunca se automedicar, pois o uso indevido de substâncias como anti-inflamatórios e corticoides pode agravar o quadro e causar hemorragias.

  • Publicado: 13/03/2026 15:10
  • Alterado: 13/03/2026 15:10
  • Autor: 13/03/2026
  • Fonte: H.Olhos