Modelo de assistência médica auxilia no controle de doenças crônicas em idosos
Programa do Iamspe beneficia 25 mil pacientes em todo o Estado; 92% deles tiveram melhora ou mantiveram doença sob controle
- Publicado: 25/06/2013 16:10
- Alterado: 25/06/2013 16:10
- Autor: Redação
- Fonte: Iamspe
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Um novo modelo de assistência no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) vem auxiliando a controlar os problemas de saúde de idosos com doenças crônicas.
Estudo realizado pela instituição aponta que 92,2% dos pacientes atendidos pelo Programa de Gerenciamento do Paciente Crônico apresentaram melhora ou conseguiram manter a doença controlada, evitando, assim, o agravamento dos casos e a entrada dessas pessoas em pronto-socorros.
Aproximadamente 25 mil pacientes são atendidos hoje pelo Iamspe em 18 cidades do interior, incluindo os 1.214 novos usuários de 2013.
Um dos grandes diferenciais é o monitoramento dos idosos à distância, por meio da realização de contatos telefônicos regulares pela equipe do Iamspe, além das consultas médicas agendadas previamente.
Só nos quatro primeiros meses deste ano, foram mais de 9.000 consultas médicas, cerca de 5.000 consultas de enfermagem, 6.500 ligações telefônicas e 19 mil entregas de medicamentos. O programa foi implantado em 2008 e hoje é aplicado em 17 Ceamas e no Escritório Regional de Votuporanga.
“O sucesso da iniciativa é resultado de um novo modelo de assistência. A doença crônica pede que se tenha uma visão integral do paciente já que a maioria das doenças atinge vários órgãos do organismo. Também exige o monitoramento constante do paciente que permita uma intervenção médica que evite ou retarde o agravamento do quadro”, afirma Neusa Nakao Sato, responsável pelo programa.
São vários os exemplos de pessoas cuja qualidade de vida melhorou após entrar para o programa. É o caso da funcionária da Educação Elynor Evelyn Carli, que, além de controlar a hipertensão, conseguiu reduzir as dores provocadas pela artrite reumatóide.
“Sentia muita dor, vivia atrofiada. Tive uma queda com rompimento do tendão que me levou a usar cadeira de rodas. E o que escutava do médico particular era que eu tinha que aprender a conviver com a dor”, conta.
A situação mudou quando Elynor foi trabalhar como servidora estadual e entrou para o Programa de Crônicos. “Hoje saio para dançar com meu marido, participo das atividades da igreja, não convivo com a dor. Esse ambulatório é maravilhoso.”
As doenças crônicas necessitam de uma abordagem assistencial diferenciada daquelas direcionadas às doenças agudas tendo em vista às suas particularidades. São doenças incuráveis, de instalação gradual e insidiosa, na maioria das vezes silenciosa e de longa duração, que levam a complicações cada vez mais complexas durante a sua evolução e geralmente são as principais causas de óbito.
A viabilidade tanto econômica quanto de eficiência dos sistemas de saúde no controle das doenças crônicas implica necessariamente na utilização dos instrumentos da medicina preventiva. Estes buscam a promoção de hábitos e estilos de vida saudáveis, a prevenção e a manutenção do paciente em estado de equilíbrio clínico o maior tempo possível, adiando e evitando o agravamento da doença.