Mitos sobre vacina colocam a saúde dos idosos em risco
Infectologista alerta para os riscos da imunossenescência e reforça que vacinas contra gripe e pneumonia são essenciais para evitar internações
- Publicado: 26/05/2026 12:45
- Alterado: 26/05/2026 12:45
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
A desinformação e os mitos em torno da imunização continuam sendo os maiores obstáculos para a saúde na terceira idade. Frases como “vacina causa doença” ou “já me vacinei quando jovem” ainda circulam nas redes sociais, contribuindo para a baixa adesão vacinal.
O infectologista Felipe Moreno, do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), reforça que o processo de imunossenescência (o envelhecimento natural do sistema imunológico) torna a proteção ainda mais indispensável para este público.
Mitos x Realidade
- Mito: “Vacina causa a doença”.
- Realidade: As vacinas previnem formas graves. O risco de complicações pela doença é infinitamente maior que qualquer efeito adverso raro.
- Mito: “Vacinas de jovem duram para sempre”.
- Realidade: Muitas doses exigem reforços periódicos, como a de Tétano e Difteria, que deve ser renovada a cada 10 anos.
Calendário essencial para a Terceira Idade

O Dr. Felipe Moreno destaca as vacinas fundamentais para garantir a longevidade e evitar hospitalizações:
- Influenza (Gripe): Dose anual obrigatória.
- COVID-19: Seguir o calendário de reforços atualizado.
- Pneumocócicas: Proteção contra pneumonias graves.
- Herpes-zóster: Previne a doença e a dor crônica debilitante.
- dT/dTpa: Reforço contra difteria e tétano.
Impacto Coletivo
A vacinação incompleta não afeta apenas o indivíduo. Segundo o especialista, o atraso nas doses gera um efeito cascata que inclui a sobrecarga do sistema de saúde e a perda da qualidade de vida.
“A vacinação não é restrita à infância; ela deve acompanhar o indivíduo por toda a vida”, conclui Moreno.