Médica do Banco de Leite de Peruibe encerrará curso

I Curso Preparatório para Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) será encerrado com aula “Aconselhamento em Amamentação”

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Na próxima quinta-feira (10), a médica Ana Maria Calaça Prigenzi, do Banco de Leite do Hospital de Peruibe, ministrará a aula “Aconselhamento em Amamentação” no anfiteatro do Complexo de Saúde Irmã Dulce de Praia Grande. O evento, a partir das 9 horas, encerrará o I Curso Preparatório para Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Com carga de 20 horas, o curso é reconhecido pelo Ministério da Saúde e vem sendo realizado desde abril, para profissionais do complexo e da rede básica envolvidos na atenção materno-infantil.

Com 26 leitos hospitalares na Maternidade, 20 na Pediatria, 10 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e 10 na UTI Pediátrica, o Irmã Dulce aprimora as ações em prol do aleitamento materno visando certificação IHAC, concedida pelo Unicef. Gerenciado pela Fundação do ABC (FUABC), o complexo compreende o Hospital Municipal e o Pronto-socorro Central.

À frente do Banco de Leite Humano de Peruibe, Ana Maria ministrou palestra no Irmã Dulce no ano passando, quando destacou que 70% das atividades do banco são de orientações às mães. “O Banco de Leite não é só onde se doa, processa e disponibiliza leite humano, mas um centro especial de apoio às mães que amamentam, um lugar para ajudá-las”, salientou.

Na ocasião, a pediatra destacou os benefícios do leite como melhor alimento para o bebê, citando o cumprimento da Norma Brasileira de Comercialização (NBCAL) para evitar o uso e qualquer tipo de propaganda de fórmulas infantis (leite industrializado). “No leite humano há 250 fatores de proteção e também outras coisas que não vão em rótulo nenhum. E nós, profissionais de saúde, somos os responsáveis por fazer esse marketing”, declarou.

NEONATOLOGISTA – Para falar sobre como manter a lactação durante internação neonatal, técnicas de ordenha e estocagem de leite materno, o complexo convidou a neonatologista Maria José Mattar, consultora da Rede Ibero-americana de Banco de Leite Humano e assessora técnica do programa Mãe Paulistana. “É preciso explicar às mães, numa linguagem simples, como é a anatomia e fisiologia das mamas. Todas têm que saber extrair o leite pela ordenha manual, que é menos dolorosa, mais econômica e pode ser feita a qualquer hora”, destacou. “E não basta falar, tem que demonstrar.”

A médica discorreu sobre baixa produção de leite e bebês que exigem cuidados especiais. Assuntos mais específicos, como aleitamento materno em mães adotivas, o uso do copinho na transição de nutrição por sonda para a amamentação e apoio a mães de recém-nascidos em UTI, foram tratados na aula.

REDE – Além dos profissionais do hospital e PS Central, o curso envolve médicos, enfermeiros e técnicos da rede básica. A coordenadora de Enfermagem da Secretaria de Saúde (Sesap), Ercília Truviz Gambini, cita a participação de integrantes do Comitê de Mortalidade Materno-infantil e de profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), além das Unidades de Saúde da Família (Usafas), pronto-atendimento e Programa de Planejamento Familiar.

“Essa interação do hospital com a rede é importante porque há o seguimento após a alta. Esse acompanhamento posterior vai depender muito da rede básica, por isso a importância da participação do Nasf e da equipe multidisciplinar”, observa Ercília.

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  • Publicado: 08/05/2012 23:06
  • Alterado: 08/05/2012 23:06
  • Autor: Eduardo Nascimento
  • Fonte: FUABC