Mauá cresce no Ranking do Saneamento na Região Metropolitana de SP
Mauá sobe no Ranking do Saneamento 2026, atingindo 91% de tratamento de esgoto e liderando os indicadores na Região Metropolitana de SP
- Publicado: 18/03/2026 18:33
- Alterado: 18/03/2026 18:45
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: BRK Ambiental
A cidade de Mauá consolidou seu protagonismo na agenda de infraestrutura urbana ao avançar mais uma posição no Ranking do Saneamento 2026. Segundo o estudo publicado nesta quarta-feira (18/03) pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, o município saltou da 39ª para a 38ª colocação entre as 100 maiores cidades do país.
O desempenho coloca Mauá em uma posição de destaque na Região Metropolitana de São Paulo. Com um índice de 91,29% de tratamento de esgoto, a cidade supera amplamente a média nacional, que é de apenas 51,8%, de acordo com os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024.
Transformação hídrica e investimentos estruturais
A evolução nos indicadores do Ranking do Saneamento é fruto de um ciclo de investimentos que transformou a realidade local. Há pouco mais de duas décadas, o cenário era crítico: embora houvesse 77% de coleta, o índice de tratamento era nulo. Todo o dejeto coletado era descartado sem nenhum tipo de processamento nos corpos hídricos.
Para reverter esse quadro, foram investidos cerca de R$ 260 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário. O aporte permitiu a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE-Mauá), a instalação de seis estações elevatórias e a expansão da rede coletora, que hoje soma 615 quilômetros de tubulações.
“Considerando os indicadores atuais, o município conta com os percentuais de 91% de tratamento e 95% de coleta de esgoto. Esse avanço dos indicadores de saneamento em Mauá demonstra o compromisso com a prestação de serviços com foco na eficiência, levando o setor para muito além do básico”, destaca Viviane Moraes, gerente de operações da BRK em Mauá.
Capacidade operacional e impacto ambiental
A operação da ETE-Mauá é o coração desse sistema. Diariamente, a unidade processa mais de 55 milhões de litros de esgoto. A estrutura conta com três tanques de tratamento que operam em ciclos de quatro horas, com capacidade total de vazão de 1.125 litros por segundo.
A eficiência operacional reflete diretamente na recuperação ambiental da região. O avanço no Ranking do Saneamento é visível na despoluição da nascente do rio Tamanduateí e de córregos importantes como Taboão, Itrapoã e Bocaína.
Benefícios para a saúde e economia regional
A melhoria dos índices no Ranking do Saneamento gera impactos positivos que transcendem as fronteiras municipais. A recuperação do rio Tamanduateí beneficia também Santo André, São Caetano do Sul e a capital paulista, onde o rio deságua no Tietê.
O estudo do Instituto Trata Brasil reforça que a universalização desses serviços é o principal pilar para a redução de doenças de veiculação hídrica. Atualmente, cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à coleta de esgoto, o que sobrecarrega o sistema público de saúde e prejudica o rendimento escolar e a produtividade econômica.
Para manter a evolução no Ranking do Saneamento, Mauá segue com o cronograma de interligação de sub-bacias, visando garantir que o crescimento populacional seja acompanhado por infraestrutura resiliente e sustentável.