Lucro do Banco do Brasil cresce para R$ 3,9 bi no 2º tri
Lucro do Banco do Brasil cresce para R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre com avanço em tesouraria e recuperação no crédito do agronegócio
- Publicado: 12/08/2026 22:23
- Alterado: 12/08/2026 22:23
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: FolhaPress
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, o que representa um crescimento de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior e de 13,9% frente aos três primeiros meses do ano. O desempenho superou as projeções do mercado financeiro, impulsionado pelas operações de tesouraria e pela expansão no segmento de pessoas físicas.
A margem financeira bruta da instituição avançou 12,1% em 12 meses, alcançando R$ 27,5 bilhões entre abril e junho. A tesouraria do Banco do Brasil contribuiu com R$ 9 bilhões no período, impulsionada por receitas com juros, depósitos interfinanceiros e negociação de carteiras.
Banco do Brasil encerra junho com saldo superior a R$ 1,3 trilhão
A carteira de crédito total do Banco do Brasil encerrou junho com saldo superior a R$ 1,3 trilhão, valor 1,5% maior do que o apurado em igual período do ano passado. O destaque foi o segmento de pessoas físicas, que avançou 4,4% no ano e somou R$ 357,6 bilhões, com forte tração do crédito consignado voltado a trabalhadores com carteira assinada.
No setor rural, o crédito ao agronegócio atingiu R$ 421,6 bilhões, alta de 0,8% em 12 meses. O avanço ocorre em meio à reorganização do setor após a onda de recuperações judiciais iniciada em decorrência de quebras de safra. Para mitigar riscos, 70% das novas contratações na Safra 25/26 utilizaram garantias por alienação fiduciária.
A inadimplência de produtores rurais na instituição atingiu 6,27%, mas com sinalização de menor ritmo nos novos atrasos. “Essa combinação reforça a leitura de que o pior pode ter passado, mas a recuperação não será rápida. O estoque elevado reflete a maturação de safras já problemáticas e a desaceleração do fluxo indica que a qualidade das novas concessões vem melhorando”, analisa Octaciano Neto, fundador da consultoria Zera.
O índice geral de inadimplência acima de 90 dias do Banco do Brasil encerrou o trimestre em 5,61%. Diante desse cenário, a provisão para perdas esperadas somou R$ 18,831 bilhões no período, mantendo a cobertura de riscos do balanço.
De acordo com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, o balanço reflete a busca por eficiência e equilíbrio operacional. “O resultado é fruto de uma carteira de crédito com uma melhor relação entre risco e retorno, da diversificação das captações e da alocação da nossa liquidez. O aumento das receitas com prestação de serviços ganha potência pela complementariedade do nosso conglomerado e os custos permaneceram sob controle, sem abrir mão de investir em pessoas e tecnologia”, destacou a executiva.
As receitas com prestação de serviços do Banco do Brasil alcançaram R$ 9,1 bilhões no trimestre, impulsionadas pela gestão de fundos, conta corrente e garantias prestadas. Junto ao balanço, a instituição anunciou a distribuição de R$ 584,9 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), equivalente a R$ 0,10245643978 por ação, com pagamento previsto para setembro aos acionistas posicionados no início do mês.