Jornalista Leão Serva analisa polarização em novo livro

Em novo livro lançado pela Matrix Editora, correspondente de guerra Leão Serva traça paralelos entre conflitos armados e a polarização

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O jornalista, escritor e correspondente de guerra Leão Serva reflete sobre as transformações da imprensa, a polarização nas redes sociais e o impacto do extremismo no debate público contemporâneo em seu mais novo livro.

A obra, intitulada “Como se proteger de uma granada – Sobrevivência em um mundo de guerras, disputas políticas e redes sociais”, foi lançada pela Matrix Editora e já está disponível nas principais livrarias e plataformas digitais de todo o país.

Ao longo de mais de três décadas de atuação profissional no jornalismo, Leão Serva cobriu conflitos armados e crises internacionais em quatro continentes, acumulando passagens por cenários de alta tensão como Bósnia, Sérvia, Angola, Moçambique, Somália, Kuwait e, mais recentemente, Israel.

Em sua nova publicação, o jornalista utiliza esse histórico de coberturas extremas em zonas hostis para traçar paralelos diretos entre os perigos reais vividos em campos de batalha e as “granadas simbólicas” enfrentadas pela sociedade no ecossistema virtual dos algoritmos e das redes sociais.

Leão Serva
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O livro investiga a fundo os mecanismos psicológicos e biológicos que ativam o comportamento humano diante de ameaças iminentes e ataques virtuais. Para explicar essa dinâmica, Leão Serva recorre ao conceito do cérebro reptiliano e a uma antiga mandala indiana que representa a ignorância, o medo e o ódio por meio de três figuras de animais: o porco, o galo e a serpente.

Segundo a análise apresentada no texto, as plataformas digitais modernas funcionam como ambientes desenhados sob medida para estimular respostas automáticas e agressivas, transformando interações corriqueiras na internet em um terreno fértil para a propagação do ódio, da raiva e da polarização política desmedida.

Bastidores de debates históricos e relatos marcantes de Leão Serva

Além da fundamentação teórica e analítica sobre a cultura digital, a publicação revela em detalhes os bastidores de episódios marcantes e de grande repercussão na história recente da imprensa brasileira nos quais o próprio Leão Serva esteve no centro dos acontecimentos.

O livro resgata, por exemplo, o episódio ocorrido em 2022 no qual o jornalista arremessou o celular de um parlamentar para defender uma colega de imprensa que vinha sendo hostilizada nos bastidores de um debate eleitoral.

A obra traz também o relato pessoal do profissional ao mediar o debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo no canal TV Cultura, em 2024, presenciando no palco o momento em que o candidato José Luiz Datena agrediu o adversário Pablo Marçal com uma cadeirada transmitida ao vivo.

Leão Serva
Danilo Rocha

Outra passagem marcante recuperada na narrativa é o emblemático “Dia da Boa Notícia”, projeto idealizado por Leão Serva no portal Último Segundo no dia 11 de setembro de 2001. Na ocasião, a redação planejou um experimento editorial focado no lançamento de um portal dedicado exclusivamente a pautas e notícias positivas.

O projeto, no entanto, acabou coincidindo com a data do maior atentado terrorista da história dos Estados Unidos, o ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, criando um dos maiores paradoxos da história do jornalismo digital brasileiro.

Recentemente, Leão Serva foi entrevistado pelos jornalistas Edvaldo Barone e Thiago Quirino em um episódio do programa ABC Cast Conexões, que será veiculado em breve nas plataformas digitais do videocast.

  • Publicado: 23/09/2026 14:32
  • Alterado: 23/09/2026 14:32
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria