Irã tem líderes mortos e guerra avança no Oriente Médio

Israel amplia ofensiva contra o Irã, elimina lideranças e atinge setor energético, provocando retaliações e tensão global.

Crédito: Agência de Notícias Tasnim

O conflito envolvendo o Irã entrou em um novo patamar após Israel intensificar sua estratégia de ataques diretos contra a cúpula do regime iraniano. Nesta quarta-feira (18), forças israelenses mataram o ministro de Inteligência, Esmail Khatib, considerado próximo ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei.

A morte foi confirmada pelo presidente Masoud Pezeshkian. O anúncio veio acompanhado de uma mudança significativa na postura israelense: o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as Forças Armadas agora têm autorização para eliminar autoridades iranianas sem צורך de aval prévio do alto comando.

A medida reforça a política de “decapitação” do regime, iniciada em 28 de fevereiro, quando ataques coordenados — com apoio dos EUA sob Donald Trump — resultaram na morte do então líder supremo Ali Khamenei e dezenas de autoridades.

Baixas acumuladas e impacto político

Nos últimos 19 dias, ao menos 20 figuras centrais do regime foram mortas, incluindo:

  • Ali Larijani, articulador político
  • Gholamreza Soleimani, chefe da milícia Basij

Apesar das perdas, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que o sistema político iraniano segue estável, sustentado por estruturas paralelas de poder, como a Guarda Revolucionária.

Analistas apontam que, embora o regime mantenha coesão institucional, a ofensiva israelense busca enfraquecer sua capacidade de comando e pressionar por colapso ou concessões estratégicas.

Ataque ao setor energético amplia crise no Golfo

Paralelamente às ações contra lideranças, Israel bombardeou instalações ligadas ao campo de gás de Pars Sul, o maior do mundo, compartilhado entre o Irã e o Qatar.

O ataque causou incêndios em unidades de processamento e marcou uma escalada significativa ao atingir diretamente a infraestrutura energética da região.

Retaliação atinge aliados dos EUA

Como resposta, o Irã lançou ataques contra instalações energéticas de países aliados dos Estados Unidos no Golfo:

  • Arábia Saudita: explosões em complexos energéticos em Riad
  • Qatar: incêndio em terminal de GNL em Ras Laffan
  • Emirados Árabes Unidos: danos em campo de gás em Habshan

Os governos locais confirmaram impactos e medidas emergenciais, incluindo evacuação de áreas estratégicas.

Divergência entre EUA e Israel marca conflito

A escalada também expõe diferenças entre Donald Trump e o premiê israelense Binyamin Netanyahu.

Enquanto Trump busca limitar a guerra e evitar impactos globais mais amplos, Netanyahu intensifica a ofensiva militar, inclusive com ataques sem consenso total de Washington, segundo relatos divergentes da imprensa internacional.

Essa diferença estratégica ocorre em meio ao fracasso dos EUA em formar uma coalizão internacional para garantir a segurança do Estreito de Hormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Impactos econômicos e cenário global

O conflito já afeta o mercado energético:

  • Petróleo atinge cerca de US$ 110 por barril
  • Gás natural apresenta alta moderada
  • Estreito de Hormuz opera sob forte risco

Apesar da pressão, ainda não há sinais concretos de colapso interno no Irã ou de uma mobilização popular capaz de alterar o regime — cenário inicialmente cogitado por aliados de Israel.

A intensificação dos ataques, a ampliação do alvo para infraestrutura energética e a entrada indireta de países do Golfo indicam um conflito em expansão, com risco crescente de desestabilização regional.

No curto prazo, a tendência é de manutenção da escalada, com Israel apostando no desgaste do regime iraniano e o Irã respondendo com ações assimétricas — ampliando o alcance da crise no Oriente Médio.

  • Publicado: 18/03/2026 22:47
  • Alterado: 18/03/2026 22:47
  • Autor: 18/03/2026
  • Fonte: Imprensa internacional