Instituto do PVC promove ação de reciclagem de cartões

O Programa RC - Reciclagem de Cartões mostra que é possível reciclar cartões usados para a fabricação de novos produtos.

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O que fazer com cartões de débito e crédito, seguro-saúde, fidelidade, cartões-presentes, credenciais, cartões telefônicos, bilhete único e outros, após o fim de sua validade? O Instituto do PVC, entidade que representa a cadeia produtiva do PVC, desde os fabricantes de matéria-prima, até recicladores, estabeleceu parceria com a R. S. de Paula, empresa fabricante de cartões, para resolver esse problema, coletar e reciclar esses produtos.

A R. S. de Paula desenvolveu o "Papa Cartões", uma estação coletora de cartões de PVC, na qual eles são inutilizados e preparados para serem reciclados. Segundo Renato Soares de Paula, diretor da empresa, hoje é possível reciclar 100% dos cartões, mesmo os que contêm chip. "A partir dos resíduos, são fabricados novos cartões, além de produtos decorativos como porta-copos, jogos americanos, relógios de mesa e parede, placas sinalizadoras, pisos, móveis, entre outros", conta o executivo. E completa: "o principal objetivo é mostrar que é possível reciclar o PVC diversas vezes."

Para tanto, é necessário que as pessoas destinem corretamente o material pós-consumo. Os "Papa Cartões" já são encontrados em São Paulo nas estações de metrô Sé, Conceição, Paraíso e Consolação, no hall do Conjunto Nacional e no Shopping Continental. "O objetivo é ampliar a iniciativa para todo o Brasil" afirma Renato de Paula.

Reciclagem de PVC no Brasil – O PVC é um plástico 100% reciclável e é reciclado. O índice de reciclagem de PVC pós-consumo no Brasil passou de 15,1% em 2010 para 19% em 2011, maior taxa registrada desde 2005, quando a pesquisa começou a ser realizada. O volume reciclado foi de 29.857 toneladas frente às 25.302 toneladas recicladas no ano anterior, ou seja, um aumento de 18%.   

A indústria brasileira de reciclagem de PVC empregou, em 2011, 1.456 pessoas e faturou por volta de R$ 138 milhões. Sua capacidade instalada que era de 73.282 toneladas em 2010 teve aumento de 9,7% atingindo 80.391 toneladas. Aliado a isso, a ociosidade que era de 59,1% no ano anterior, diminuiu para 46,7% em 2011, o que mostra que o setor está se desenvolvendo e ainda tem grande potencial de crescimento.

Segundo Miguel Bahiense, presidente do Instituto do PVC, um maior crescimento da atividade de reciclagem está diretamente atrelado à intensificação de sistemas de coleta seletiva de resíduos pós-consumo. "O Brasil tem mais de 5.500 municípios dos quais apenas 8% apresentam algum tipo de sistema de coleta seletiva", afirma Bahiense.   

A relação entre o descarte e a reciclagem tem mudado. Em 2010, o país descartou 167 mil toneladas e reciclou 15,1%. Já em 2011, foram descartadas 157 mil toneladas e recicladas 19%, ou seja, mesmo com a diminuição no total de resíduo pós-consumo gerado, a taxa de reciclagem aumentou, o que é extremante positivo e promissor.

O PVC, apesar de estar entre os três plásticos mais produzidos no mundo, é o plástico que menos aparece no lixo urbano. Isso ocorre porque 64% dos produtos de PVC são usados em aplicações de longa duração, com vida útil superior a 15 anos, como tubos e conexões, pisos, esquadrias, janelas, entre outras. Muitos dos produtos ultrapassam os 50 anos de uso. Apenas 12% do PVC são destinados às aplicações de curta vida útil, ou seja, de 0 a 2 anos.

O restante, 24%, são aplicados em produtos de vida útil entre 2 e 15 anos.

Tanto a taxa de reciclagem de PVC flexível quanto a de PVC rígido aumentaram, de 18,7% em 2010 para 20,50% em 2011 e de 11,4% para 17,40%, no mesmo período respectivamente. A reciclagem de PVC flexível é maior, pois o PVC rígido está mais associado a aplicações da construção civil, ou seja, de longa vida útil e, assim, demoram a entrar no circuito da reciclagem. Ainda segundo Bahiense, é satisfatório o crescimento da taxa de reciclagem do PVC rígido, “pois mostra que o setor está preparado para atender as demandas futuras", conclui. Os dados foram apurados pela Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, em todo o Brasil.

O PVC é um plástico diferenciado. A principal matéria-prima é o cloro, obtido do sal marinho (57%), recurso inesgotável na natureza. Os 43% restantes são obtidos a partir do eteno, derivado do petróleo. Por ser um plástico versátil, o PVC está presente também em aplicações de alto valor agregado, como equipamentos para área médica (bolsas, cateteres), utensílios para indústria automotiva, aplicações para agricultura, etc.

O Instituto do PVC trabalha para promover conceitos de uso adequado, reutilização e descarte correto do PVC, com o objetivo de contribuir para a criação da cultura da reciclagem na sociedade como um todo.

  • Publicado: 23/05/2013 13:52
  • Alterado: 23/05/2013 13:52
  • Autor: Redação
  • Fonte: M.Free