Consórcio ABC lidera 7 eixos de ação contra desastres climáticos
Com foco em periferias, o Consórcio ABC inicia a campanha regional "Aprender para Prevenir" para fortalecer a resiliência urbana e social.
- Publicado: 19/03/2026 17:20
- Alterado: 19/03/2026 17:20
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Consórcio ABC
O avanço das mudanças climáticas tem imposto desafios severos às gestões municipais, exigindo respostas rápidas e, acima de tudo, preventivas. Diante deste cenário, o Consórcio ABC deu um passo decisivo ao lançar a edição regional da campanha nacional “Aprender para Prevenir: Cidades Sem Risco”. O evento, realizado na sede da entidade, marcou o início de uma mobilização estratégica que une o poder público, a academia e lideranças comunitárias para enfrentar os impactos socioambientais nos territórios urbanos, com prioridade absoluta para as áreas de periferia.
A iniciativa não é apenas um protocolo administrativo, mas um movimento de fortalecimento da educação e mobilização social. Ao reunir nomes de peso do cenário nacional e regional, o Consórcio ABC consolida-se como um hub de articulação para políticas de redução de riscos de desastres, buscando transformar a cultura de reação em uma cultura de prevenção permanente.
Estratégias de prevenção e protagonismo comunitário no Consórcio ABC
Durante a mesa de abertura, autoridades destacaram que a eficácia de qualquer plano de contingência depende da integração entre os saberes técnicos e a realidade vivida nas comunidades. O secretário-executivo do Consórcio ABC, Aroaldo Silva, enfatizou que a aproximação com os territórios é a única forma de construir soluções resilientes. A presença de figuras como a líder comunitária Tia Rosa, do bairro Montanhão (São Bernardo do Campo), e de Samia Nascimento Sulaiman, do Ministério das Cidades, reforçou o tom participativo do projeto.
A campanha está estruturada em eixos fundamentais que visam a adaptação às mudanças do clima e a valorização dos saberes locais. Entre os temas centrais apresentados pela Secretaria Nacional de Periferias, destacam-se:
- Educação para a redução de riscos;
- Comunicação comunitária e engajamento social;
- Integração de políticas públicas de habitação e saneamento;
- Monitoramento participativo de áreas de vulnerabilidade.
Oficinas práticas e formação para os municípios da região
O encontro não se limitou aos discursos. Uma das etapas cruciais da programação foi a realização de uma atividade formativa via oficina, onde técnicos municipais e lideranças puderam trocar experiências práticas. O objetivo é que os conteúdos da campanha sejam aplicados de forma imediata nas sete cidades que compõem o Grande ABC, respeitando as particularidades de cada terreno e população.
A professora Cilene Victor (Metodista/FGV) e representantes do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) contribuíram com o embasamento científico necessário para que as decisões políticas sejam amparadas por dados precisos. Segundo os especialistas, a integração regional facilitada pelo Consórcio ABC permite que o monitoramento de chuvas e encostas seja feito de forma sistêmica, já que os desastres naturais não respeitam fronteiras municipais.
O papel do Consórcio ABC na sustentabilidade urbana
Ao encerrar as atividades, Aroaldo Silva reiterou o compromisso da entidade em proteger as populações mais vulneráveis. O foco nas periferias é uma resposta direta à desigualdade climática, onde as populações de baixa renda são as primeiras e as mais afetadas por eventos extremos. Com a campanha “Aprender para Prevenir“, a região se posiciona na vanguarda das discussões sobre cidades resilientes no Brasil.
A atuação do Consórcio ABC demonstra que a sustentabilidade e a segurança habitacional devem caminhar juntas. Através da articulação com o Ministério das Cidades e o Governo do Estado, a meta é garantir que o Grande ABC esteja preparado para os desafios contemporâneos, transformando a educação ambiental em uma ferramenta de salvaguarda de vidas.