Hospital Municipal Irmã Dulce completa 2 anos com a implantação do Visita Aberta

É uma iniciativa da Comissão de Humanização

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Em março de 2010, em meio às comemorações da Semana da Mulher, o Hospital Municipal Irmã Dulce anunciava a implantação da Visita Aberta para seus pacientes, uma iniciativa da Comissão de Humanização. Dois anos depois, a medida continua beneficiando pacientes da Maternidade, Clínica Médica, Clínica Cirúrgica e Pediatria, bem como as do Centro de Patologia Obstétrica, que podem receber visitas das 8 às 18 horas. Já as visitas para pacientes das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, Pediátrica e Adulto podem ser feitas das 15 às 18 horas, considerando a necessidade de redução de fluxo de pessoas nesses ambientes.

Antes de a medida entrar em vigor, os visitantes tinham apenas um horário de visita. Logo ampliado para dois, manhã e tarde, de uma hora cada, os horários permaneciam restritivos. Nas UTIs, vigoravam dois horários, tarde e noite, de meia hora cada. A Visita Aberta foi, portanto, importante avanço em humanização. É o que acha a enfermeira Janete de Carvalho Lopes, coordenadora da Maternidade e do Centro de Patologia Obstétrica. “O convívio com a família é positivo e extremamente importante para a recuperação do paciente”, opina.

Do ponto de vista clínico, profissionais da área ressaltam que a presença de pessoas queridas estimula a saúde. Outro benefício é permitir que os familiares possam aprender a cuidar dos pacientes por observação, ajudando-os a realizar procedimentos de rotina após a alta, como banho e alimentação. Para o paciente, a presença do visitante funciona ainda como um elo com o mundo exterior, mantendo sua inserção social no período de hospitalização.

PNH – A decisão de adotar a Visita Aberta foi tomada em conjunto pela administração e pela diretora técnica Maria Alice Tavares da Silva, após ser discutida pela Comissão de Humanização. Para a implantação do dispositivo, que faz parte das diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH) do SUS, o hospital promoveu reuniões com chefias de Enfermagem para coordenar o fluxo de visitantes na recepção e nos cinco andares do prédio. Outros setores, como Recepção, Vigilância e Serviço Social, também participaram.

Para manter a organização, evitando que a quantidade de pessoas junto aos leitos não prejudique o atendimento, e em respeito às peculiaridades do hospital, convencionou-se dois visitantes por vez e, no máximo, cinco visitantes ao dia por paciente. Nas UTIs, onde são tratados os casos mais graves, a visita é por revezamento, uma pessoa por vez para cada paciente, totalizando quatro ao dia.

A gerente administrativa Margarete Menezes observa que, assim como outras iniciativas que visam o bem-estar dos pacientes, a Visita Aberta passa por avaliações constantes. “Essa modalidade está sujeita a adaptações para que todo o efetivo do hospital possa trabalhar com mais conforto e qualidade”, esclarece, informando que o objetivo é sempre melhorar o atendimento.

Projeto da Clínica Médica orienta acompanhantes

Visitante não é o mesmo que acompanhante. Por lei, menores de 12 anos e maiores de 60 precisam ter acompanhante, pessoa que permanece ao lado do paciente acompanhando-o no que ele precisar. No caso de crianças, geralmente o acompanhante é a mãe ou o pai. Pais de bebês e crianças internadas nas UTIs Neonatal e Pediátrica têm acesso livre. Na Maternidade, as gestantes têm direito a escolher um acompanhante no momento do parto e os pais podem ver seus filhos a qualquer hora.

Embora concorde que os benefícios da presença de familiares são vários para a recuperação do paciente, a enfermeira Josefa Cavalcante de Araújo, coordenadora da unidade de Clínica Médica, observa que os visitantes devem evitar longa permanência, respeitar as normas e entender determinações, o que é ainda mais necessário em espaços coletivos. Para orientar os acompanhantes na unidade que coordena, a maior do hospital, Josefa e a psicóloga France Matos desenvolveram um projeto que envolve reuniões e distribuição de folder.

Josefa pontua que situações especiais exigem flexibilidade, como a presença de crianças abaixo de 12 anos como visitantes. Enquanto na Maternidade elas podem visitar os irmãos na companhia de adultos, a situação muda em UTIs e clínicas, onde há maior exposição. Exceções são analisadas pela equipe multidisciplinar e, dependendo da necessidade, são acompanhadas pelo serviço de Psicologia.

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  • Publicado: 13/03/2012 17:51
  • Alterado: 13/03/2012 17:51
  • Autor: Nádia Almeida
  • Fonte: FUABC