Haddad diz só "lavagem cerebral" explica empate entre Flávio e Lula

O ex-ministro defendeu a reeleição do presidente em evento sindical e criticou propostas econômicas ligadas à pauta da extrema direita.

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda Haddad afirmou nesta manhã que o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais decorre de desinformação. O petista discursou durante o ato de 1º de Maio da Força Sindical, na Liberdade, em São Paulo. A declaração busca mobilizar a militância diante dos recentes levantamentos estatísticos apresentados ao público.

Haddad promete campanha ininterrupta

Durante o evento, o pré-candidato garantiu que adotará uma escala contínua de mobilização nas ruas até o pleito. A estratégia delineada visa garantir a vitória petista nas urnas e frear o avanço adversário. “Nós vamos lutar na jornada 7 por 0 para reeleger o presidente Lula”, declarou Haddad.

Levantamentos do Datafolha divulgados no último dia 11 geraram fortes reações no palanque. Os números mostram o candidato do PL numericamente à frente com 46%, contra 45% do atual presidente, configurando empate na margem de erro. “Só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação possível entre esses dois presidentes na história do Brasil”, criticou o ex-prefeito paulistano.

Alertas sobre direitos e economia

Para Haddad, a circulação de notícias falsas atua como o principal motor da oposição. O político argumenta que campanhas conservadoras tentam confundir os eleitores para ocultar cortes iminentes em áreas essenciais. A tática de bastidor envolveria a venda de patrimônio público e a drástica redução de garantias trabalhistas.

Publicações na imprensa indicam que o plano econômico adversário prevê reajustes limitados à inflação para saúde, educação e aposentadorias em caso de vitória. “O alvo é saúde e educação, salário mínimo, imposto de renda, continua sendo a porta tradicional deles”, alertou o petista.

Definição da chapa ao Senado

Nas discussões regionais, a formação da chapa majoritária em território paulista segue em negociação conjunta. As ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet dividiram o palco com o candidato estadual na manifestação. O ex-ministro Márcio França também figura como postulante de peso para a disputa pela vaga única de senador.

Lideranças nacionais não pretendem impor candidaturas aos estados aliados. As legendas prometem manter o diálogo constante para costurar um acordo de forma orgânica. “Vamos chegar a um denominador comum nas próximas semanas, mas sem atropelo”, garantiu Haddad aos jornalistas presentes.

Consolidar o bloco exige respeito às pretensões e ao capital eleitoral de cada membro da coalizão. “Vamos sentar numa mesa de comunhão e nós vamos trabalhar em conjunto”, endossou Simone Tebet. O desafio de articulação agora é pacificar os interesses regionais para fortalecer a base de apoio de Haddad na corrida pelo comando do estado.

  • Publicado: 01/05/2026 16:54
  • Alterado: 01/05/2026 16:54
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: FolhaPress