Cirurgia de Bolsonaro no ombro termina sem complicações, diz boletim médico
Procedimento no ombro do ex-presidente ocorreu no DF Star em Brasília. Autorização do STF manteve restrições de comunicação e visitas autorizadas apenas para a família.
- Publicado: 01/05/2026 17:28
- Alterado: 01/05/2026 17:28
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: FolhaPress
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por uma cirurgia no ombro direito na manhã desta sexta-feira (1º). O procedimento médico foi realizado no hospital DF Star, em Brasília, e encerrado no início da tarde sem apresentar qualquer intercorrência.
A equipe médica executou um reparo artroscópico do manguito rotador para tratar lesões de alto grau. Os laudos indicavam comprometimento significativo dos tendões localizados na área do bíceps.
“Ele encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica”, informou o boletim médico divulgado pela unidade de saúde.
O estado de saúde prévio do político exigia intervenção especializada. “Ele tem apresentado dores persistentes, limitação de movimentos e uso contínuo de analgésicos”, explicou a defesa nos documentos do processo.
Autorização judicial para a cirurgia de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes assinou a permissão para a realização do procedimento na quinta-feira. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhou o parecer favorável emitido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A justiça considerou os exames e o relatório fisioterapêutico suficientes para comprovar a urgência da reparação das lesões. Não houve impedimento legal para a entrada no centro cirúrgico.
A permanência de Bolsonaro na unidade médica exige o cumprimento rigoroso das medidas cautelares previamente impostas pelo tribunal. O uso de aparelhos celulares ou o acesso a redes sociais continuam estritamente proibidos.
O esquema de segurança e o recebimento de visitas sofreram adaptações pontuais. Apenas familiares diretos podem ter contato com o paciente sem a obrigação de solicitar uma autorização prévia ao tribunal.
Controle de dor e próximos passos da recuperação
A equipe jurídica acompanhou o desenrolar da liberação judicial e agora foca no monitoramento do atendimento médico. A alta hospitalar de Bolsonaro dependerá da sua evolução clínica e da estabilização do quadro de dor nos próximos dias.