Fórmula 1600 abre Copa Brasil com vitória de Lucas Monteiro
Abertura da Copa Brasil testa pilotos no Autódromo Nelson Piquet. Adaptação rápida e estratégias precisas definem os rumos da etapa.
- Publicado: 23/03/2026 09:33
- Alterado: 23/03/2026 09:33
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: ABCdoABC
O automobilismo nacional exige adaptação rápida. A etapa de abertura da Copa Brasil de Fórmula 1600 transformou o Autódromo Internacional Nelson Piquet em um verdadeiro laboratório de resiliência. Pilotos enfrentaram um traçado inédito, neutralizações constantes e o clima instável da capital federal.
Domínio de Lucas Monteiro na Fórmula 1600

Lucas Monteiro ditou o ritmo na capital federal. O piloto do carro nº 22, representando a Max Torque Racing, construiu uma campanha irretocável ao vencer a Corrida 1 e garantir a segunda posição na bateria final.
A sexta-feira revelou a força bruta do equipamento. Monteiro cravou 2:20.764 na primeira sessão livre e baixou o ponteiro para 2:31.347 sob condições adversas no segundo treino.
O asfalto exigiu paciência durante a classificação oficial. Duas bandeiras vermelhas reduziram drasticamente o tempo de pista, mas Monteiro assegurou o terceiro lugar no grid geral e o segundo na Divisão Super com o tempo de 2:22.788.
A dinâmica imprevisível desta etapa da Fórmula 1600 premiou a leitura tática. Na primeira bateria, o piloto assumiu a ponta na terceira volta, logo após o recuo do safety car. Ele administrou o desgaste do carro com frieza, fechando a prova em primeiro lugar debaixo de chuva.
“Sair daqui com uma vitória e um segundo lugar mostra a força do trabalho da equipe e nos dá confiança para a sequência da temporada.”
Léo Tafner converte desafios em vitória na Light

O roteiro de Léo Tafner exigiu superação imediata. Estreando na equipe San Race com um chassi inédito, o dono do monoposto nº 12 transformou as incertezas iniciais em triunfo absoluto na Divisão Light.
Ele precisou mapear cada curva do traçado longo em tempo recorde. Na sexta-feira, os relógios marcaram 2:22.869 para Tafner, confirmando sua velocidade natural logo nas primeiras voltas da sessão oficial.
A classificação do sábado cortou o ritmo de todos os competidores da Fórmula 1600 no Distrito Federal. Ainda assim, Tafner usou suas duas únicas voltas limpas para marcar 2:24.782, cravando o segundo lugar de sua classe.
A Corrida 1 serviu como teste de sobrevivência esportiva. O piso úmido provocou escapadas no pelotão, mas o piloto manteve a trajetória limpa, cruzou a linha em quarto no geral e garantiu o segundo lugar na Light. O domingo consolidou sua vitória após uma relargada agressiva.
“Tivemos que nos adaptar rapidamente à equipe, ao carro e a uma pista totalmente diferente. Saio muito satisfeito com o resultado.”
Marcel Fachini e a arte da recuperação

Largar do fundo do grid testa a estabilidade mental de qualquer atleta. Marcel Fachini, representante da Juka Motors, transformou severas punições em um espetáculo de ultrapassagens.
O carro nº 4 demonstrou fôlego impressionante desde o início. Fachini anotou 2:20.671 no primeiro treino livre, indicando claramente que possuía máquina para disputar a liderança da etapa.
A balança pesou contra a estratégia original da equipe. Uma irregularidade na pesagem jogou o piloto para o 14º lugar no grid da primeira prova, forçando uma escalada agressiva assim que a luz verde apagou.
Ele engoliu os adversários em manobras extremamente precisas. Na quinta volta, Fachini marcou 2:21.691 e despachou Gabriel Souza e Rafael Henning em um único movimento de curva, assumindo a vice-liderança temporária.
Os comissários esportivos da Fórmula 1600, contudo, reavaliaram a disputa no pelotão da frente. Uma ultrapassagem sob regime de bandeira amarela gerou punição de tempo, recuando o atleta para a 11ª posição geral, mas ainda em terceiro na Super. A segunda corrida exigiu nova escalada até o terceiro degrau do pódio.
Os números que definiram a etapa
O fim de semana em Brasília gerou dados expressivos de desempenho. O rendimento dos motores mostrou o forte equilíbrio entre as divisões principais:
- 2:20.671: Melhor tempo de Marcel Fachini no TL1.
- 2:20.764: Marca de Lucas Monteiro na mesma sessão.
- 2:22.788: Tempo que garantiu Monteiro na segunda fila.
- 2:24.782: Tempo de classificação de Léo Tafner na Light.
O calendário da Fórmula 1600 não perdoa hesitações. A resiliência demonstrada no asfalto brasiliense molda o caráter e o nível técnico dos postulantes ao cobiçado título nacional desta temporada.
O próximo desafio da Fórmula 1600 promete elevar a exigência nas garagens e acirrar de vez a disputa pelo topo da tabela.