Flávio diz que Tereza Cristina aceitou ser vice e decisão depende do PP
Flávio Bolsonaro afirmou que Tereza Cristina aceitou o convite para ser vice, mas a composição da chapa ainda depende do aval do PP e do União Brasil.
- Publicado: 31/07/2026 10:36
- Alterado: 31/07/2026 10:36
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
O presidenciável Flávio Bolsonaro confirmou nesta sexta-feira (31) que a senadora Tereza Cristina aceitou o convite para compor a chapa como candidata a vice-presidente. A efetivação do acordo depende agora da aprovação formal do PP e do União Brasil, legendas que formam a Federação União Progressista e mantinham posição de neutralidade na corrida pelo Palácio do Planalto.
“Tereza Cristina é um quadro excepcional, foi ministra do presidente Bolsonaro, é uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima na política, dentro e fora do País. O convite foi feito, ela aceitou e agora estamos esperando para saber se o partido vai avançar ou não”, detalhou o Flávio Bolsonaro, antes de uma reunião em São Paulo.
Articulações políticas e impasses no PP

A escolha estratégica de Flávio Bolsonaro visa ampliar o alcance da campanha para além do núcleo duro bolsonarista. A cúpula do PL enxerga na parlamentar um trunfo para aproximar a candidatura do eleitorado feminino e do setor produtivo. A movimentação provocou mudanças rápidas na pré-campanha, já que a senadora priorizava anteriormente a disputa pelo comando do Senado Federal.
O avanço da chapa esbarra na resistência interna do comando partidário. Integrantes da federação apontam que a tendência majoritária continua sendo a neutralidade. O distanciamento recente entre o candidato do PL e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, representa o principal obstáculo político para a formalização do apoio.
Tensão interna e desgaste na campanha
As divergências se intensificaram após os desdobramentos da investigação sobre o Banco Master. Dirigentes do partido cobraram uma postura diferente de Flávio Bolsonaro, alegando falta de solidariedade pública quando o dirigente progressista foi alvo de uma operação da Polícia Federal envolvendo supostas vantagens indevidas.
O comando da pré-campanha também enfrenta críticas contundentes. Aliados avaliam que o coordenador Rogério Marinho concentrou excessivamente as decisões nos primeiros meses de articulação. Esse isolamento dificultou a construção de pontes em palanques estaduais, gerando pressões internas pela ampliação do grupo responsável pelas diretrizes eleitorais.
O papel do União Brasil na aliança
O cenário exige negociações complexas, pois a legislação eleitoral obriga que partidos federados sigam a mesma orientação na eleição nacional. Uma ala minoritária do PP ainda tenta viabilizar o acordo governista após encontros recentes de aproximação ocorridos na convenção estadual da sigla.
O posicionamento conjunto das legendas definirá a estrutura de tempo de TV e os recursos disponíveis para o pleito. Caso a neutralidade prevaleça entre os progressistas, a cúpula do União Brasil acompanhará a decisão por motivos políticos próprios, forçando Flávio Bolsonaro a buscar alternativas urgentes para fechar a composição rumo às urnas.