Lula sobre investigação de Lulinha: ‘Não haverá nenhum privilégio’

Lula afirmou que o filho Lulinha não terá privilégios caso seja julgado, após o STF autorizar a abertura de inquérito por suspeitas de corrupção.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (30) que não haverá proteção governamental caso Lulinha precise responder na Justiça. A declaração ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a abertura de inquérito contra o empresário.

O ministro André Mendonça determinou que a Polícia Federal apure suspeitas de tráfico de influência e corrupção. O foco da apuração envolve supostas tentativas de favorecimento na formulação de contratos públicos.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa”, afirmou o presidente da República durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Entenda as suspeitas que envolvem Lulinha

As autoridades investigam a relação do filho do presidente com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador de desvios no INSS. A nova frente de trabalho dos agentes mira o setor de negócios voltados para a cannabis medicinal.

Documentos do inquérito indicam que o lobista tentou firmar um acordo milionário com o Ministério da Saúde em 2024 e 2025 para fornecer canabidiol. A desconfiança dos investigadores recai sobre a suposta atuação de Lulinha para facilitar o acesso de empresários ao alto escalão da pasta.

Se for julgado ele virá para cá, não vai ficar escondido não. Vai ter que provar que é inocente”, declarou o chefe do Executivo ao comentar o andamento processual do caso.

Defesa aponta falta de provas e governo nega contratos

A equipe jurídica do empresário criticou de imediato a decisão do tribunal. O advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou o pedido do novo inquérito como uma manobra isolada para buscar crimes sem indícios prévios.

A PF não achou nada no INSS e vai procurar em outro lugar. Isso é pesca probatória”, argumentou o defensor de Lulinha.

Representantes do Ministério da Saúde emitiram nota oficial negando qualquer vínculo comercial ou aproximação com a empresa World Cannabis e seus acionistas. A gestão do ministério garantiu a inexistência de repasses de recursos públicos ao grupo alvo da operação.

O inquérito agora segue os trâmites do judiciário para a fase de coleta de depoimentos e análise de provas materiais. O avanço contínuo dessas diligências definirá se Lulinha enfrentará um processo criminal formal perante os tribunais superiores.

  • Publicado: 31/07/2026 07:34
  • Alterado: 31/07/2026 07:34
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria