Exposição INCOR do dia de combate ao tabagismo
Uma exposição sobre os males do cigarro, mas que também traz boas notícias
- Publicado: 29/05/2013 11:16
- Alterado: 29/05/2013 11:16
- Autor: Redação
- Fonte: Incor-HCFMUSP
De cada 100 mortes no Brasil, 13 são provocadas por doenças relacionadas à dependência do cigarro. O número é ainda mais assustador, quando se sabe que esse mal pode ser evitado. Mas a luta contra o tabagismo vem colecionando importantes vitórias, sobretudo no Brasil. Dados como esses serão mostrados em uma exposição no Incor, pelo Dia Mundial de Combate ao Fumo.
O Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) comemora o Dia Mundial de Combate ao Fumo (31 de maio), com uma exposição aberta ao público. Organizada pelas áreas de Cardiologia e de Pneumologia do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto, a exposição, instalada no andar térreo do hospital de 27 de maio a 30 de junho, está dividida em três blocos temáticos: “A Verdade sobre o Cigarro”; “20 Anos de Comemoração do Dia Mundial sem Tabaco”; e “Ambientes Saudáveis e Livres do Tabaco”.
A exposição do Incor reprisa os dados catastróficos do tabagismo no mundo todo e mostra as estratégias de propaganda da indústria para aumentar seu consumo, a despeito dos comprovados danos à saúde dos consumidores. Mas o que ela mostra também é que há muito a comemorar nestes 20 anos de combate ao tabagismo – um movimento internacional com o qual o Incor colaborou com inúmeras campanhas de conscientização da população e estudos científicos.
Entre estes estudos, está um, de 1996, que constatou a maior dificuldade das mulheres, em relação aos fumantes masculinos, em deixar a dependência do cigarro e, portanto, deixou clara a necessidade de uma abordagem específica de tratamento por gênero.
Outro trabalho, esse de 2012, apontou os resultados superiores que são alcançados com a combinação de medicamentos no tratamento antitabagismo, no lugar de utilizar apenas um remédio, como é a praxe.
Estas pesquisas ajudaram a embasar uma série de leis em âmbito estadual e nacional. A lei 9294/96, por exemplo, foi um avanço para a época, ao proibir o consumo de cigarro em ambientes fechados, embora ainda permitisse o fumo em lugares restritos, os fumódromos. Esta lei federal também proibiu, em todo o território nacional, a propaganda comercial de cigarros e produtos afins.
Outra lei, esta estadual e de número 13541, a Lei Antifumo, de maio de 2009, proibiu o fumo em ambientes fechados no Estado de São Paulo. Precursora no País, a Lei Antifumo é apresentada na exposição com seu balanço de quatro anos de vigência, sob coordenação da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria de Estado da Saúde.
Um dos destaques deste segmento da exposição são os dados da pesquisa em parceria Incor-Vigilância Sanitária que avalia positivamente o impacto da lei sobre a qualidade do ar em ambientes fechados em São Paulo.
A VERDADE SOBRE O CIGARRO
Segundo dados da exposição do Incor, que ficará em cartaz até o dia 30 de junho, a cada ano 6.000.000 de pessoas morrem em todo o mundo por doenças atribuídas ao cigarro. No Brasil, cerca de 130.000 pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças relacionadas ao fumo, o que representa 13% do total de óbitos do país.
Cerca de 29% das mortes por doenças cardiovasculares são decorrentes do cigarro; igual porcentagem (29%) dos óbitos por doenças cardiovasculares também estão relacionadas ao tabagismo. Na área de câncer, 33% das mortes por neoplasias têm relação com o cigarro, sendo os tipos mais prevalentes os de: cavidade nasal e seios paranasais; boca e lábios; nasofaringe, orofaringe e hipofaringe; laringe, traqueia, brônquios e pulmões; esôfago, estômago, pâncreas, cólon, fígado; colo de útero e ovário; rim, uretra e bexiga; leucemiamielóide; mama.
Um em cada dois fumantes morrerá por doenças relacionadas ao tabagismo.
Os adolescentes são o alvo preferencial da propaganda do tabaco. A indústria enxerga na vulnerabilidade típica desta etapa da vida uma via fácil para induzir o vício que torna milhares de pessoas no mundo todo suscetíveis a doenças perigosas e que levam à morte. Por este motivo, a exposição que está em cartaz no Instituto é uma boa sugestão para a visitação de adultos e jovens.
Ainda com relação ao público adolescente, outras apresentações do tabaco são igualmente maléficas para a saúde e levam à dependência. Em comparação ao cigarro, uma sessão de narguilé, muito apreciado entre os jovens, tem de 3 a 4 vezes mais nicotina; 80 vezes mais alcatrão; e 15 vezes mais monóxido de carbono.
O fumante adoece mais frequentemente, afasta-se mais precocemente do trabalho por invalidez e vive em média 10 anos a menos que o não-fumante. Além disso, a dependência do cigarro faz mal até mesmo para os cofres públicos, já que os gastos de saúde relacionados ao tabaco custam o triplo da receita gerada em impostos com a venda de cigarros
SERVIÇO
EXPOSIÇÃO INCOR DO DIA DE COMBATE AO TABAGISMO
27 de maio a 30 de junho de 2013, das 8h às 22h
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44
Cerqueira César – São Paulo / SP