Educação no ABC Paulista ganha destaque internacional

Estudo internacional destaca avanço da educação no ABC Paulista, com a Rede ARBOS entre as melhores segundo o GPTS

Crédito: Rede ARBOS conquista certificação internacional e reforça modelo educacional construído ao longo de 40 anos - Divulgação

A busca por excelência na educação brasileira tem ultrapassado as barreiras das notas em exames tradicionais. Cada vez mais, a qualidade do ambiente escolar, que envolve bem-estar de alunos, engajamento de professores e segurança emocional, torna-se o principal indicador de sucesso institucional.

Em 2026, um mapeamento global do setor revelou que o estado de São Paulo concentra 26% das melhores instituições do país sob esse critério, consolidando a região Sudeste como polo de boas práticas de gestão pedagógica.

Ambiente escolar e indicadores de qualidade na educação

Educação - Berçário - Rede ARBOS
divulgação

Os dados são da certificação internacional Great Place to Study (GPTS), um sistema de avaliação global que afere o clima organizacional e a experiência educacional de colégios ao redor do mundo. Das 57 escolas brasileiras que alcançaram o rigoroso selo, 15 estão localizadas em território paulista.

O grande destaque do indicador estadual ficou para a região do ABC Paulista, que concentra 20% desse total por meio das três unidades da Rede ARBOS, localizadas em Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

Especialistas em educação apontam que um ambiente escolar saudável está diretamente correlacionado à retenção de conhecimento e à redução de problemas como a ansiedade infantojuvenil. Quando a comunidade se sente acolhida, os índices de engajamento crescem, fortalecendo o papel da escola na formação integral dentro da educação contemporânea.

Certificação GPTS e o cenário paulista

A metodologia de avaliação reflete uma mudança de paradigma no comportamento das famílias na hora de escolher um colégio. Em vez de analisar apenas a infraestrutura física, o processo analisa indicadores de desenvolvimento socioemocional, segurança, inclusão, relacionamento com a comunidade e valorização do corpo docente.

Os dados são coletados diretamente, via pesquisas anônimas, com estudantes, pais e equipes administrativas.

“Receber um reconhecimento construído a partir da percepção real de quem vivencia a rotina da escola tem um significado profundo. É o reflexo de uma cultura educacional que prioriza o respeito, a escuta e o acolhimento como premissas básicas para que a aprendizagem aconteça de forma natural”, avalia Elza Maria Cia, educadora e diretora-fundadora da rede do ABC.

Nesse contexto, a educação passa a ser avaliada não apenas pelo desempenho acadêmico, mas pela capacidade de promover pertencimento e desenvolvimento socioemocional.

Quatro décadas de evolução pedagógica no ABC

O avanço dos indicadores de qualidade coincide com um marco cronológico na região. Em 2026, a rede de ensino do ABC celebra 40 anos de atividade, ilustrando como o modelo de escola de bairro evoluiu para complexos educacionais focados em internacionalização, inovação e tecnologia aplicada.

Fundada em 1986 pelos educadores Pedro Cia, Elza Maria Cia e Marcelo Favoretto Alves, a primeira unidade nasceu em Santo André com uma proposta humanista. Ao longo de quatro décadas, a expansão para cidades vizinhas exigiu a incorporação de metodologias ativas e programas de formação continuada para professores, acompanhando as transformações do perfil dos estudantes da Geração Alfa.

O cenário atual mostra que investimentos em programas de apoio socioemocional e no protagonismo estudantil deixaram de ser diferenciais de marketing para se tornarem requisitos obrigatórios de sobrevivência institucional. O desempenho das escolas paulistas no cenário internacional sinaliza que o futuro da educação básica dependerá da capacidade de construir comunidades escolares engajadas, seguras e emocionalmente saudáveis.

  • Publicado: 15/06/2026 17:48
  • Alterado: 15/06/2026 17:53
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: Rede ARBOS