Dino retira sigilo de investigação sobre filme Dark Horse

Decisão do Supremo torna públicos documentos apreendidos em apuração que envolve produtora de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Crédito: Instagram/Jim Caviezel

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo o sigilo da investigação sobre Dark Horse. O processo apura supostos desvios de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares, relacionados à produtora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida determina a transferência imediata de celulares, computadores e arquivos brutos para a Polícia Federal. Todo o material probatório recolhido inicialmente pela Polícia Civil de São Paulo tramitará de forma pública na Corte.

Origem e alvos da investigação sobre Dark Horse

Fotos: Reprodução

O inquérito começou analisando a execução de verbas federais destinadas a empresas paulistas. O Supremo assumiu o caso após a Polícia Federal solicitar a transferência dos autos. A análise preliminar fortaleceu a hipótese de um esquema integrado de desvios estruturados.

O roteirista e produtor-executivo do projeto é o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que figura como personagem central da linha investigativa. O parlamentar federal nega qualquer envolvimento em irregularidades.

Os investigadores rastreiam o caminho do dinheiro em diferentes esferas governamentais. A suspeita envolve a destinação de emendas parlamentares e verbas diretas oriundas da Prefeitura de São Paulo. O avanço da investigação sobre Dark Horse busca mapear todos os beneficiários finais.

Nova jurisprudência de transparência no Supremo

O magistrado fundamentou a quebra do segredo de justiça em uma recente alteração de postura do colegiado. A decisão menciona um despacho anterior do ministro André Mendonça, provocado pelo presidente Edson Fachin, que liberou dados de outro inquérito.

A nova diretriz garante o mesmo tratamento para todos os investigados, assegurando a divulgação de nomes, movimentações financeiras e mensagens interceptadas. “Sinalizamos uma viragem jurisprudencial em curso”, destacou o ministro, justificando a adaptação em respeito à colegialidade.

O despacho delimita o escopo dessa transparência inicial para evitar vazamentos descontextualizados. “Por enquanto, a orientação será aplicada ao material enviado pela Justiça paulista”, escreveu o relator do caso.

O encaminhamento do processo consolida a concentração das diligências no âmbito federal e impede manobras ocultas. A publicidade total guiará os próximos passos e o aprofundamento da investigação sobre Dark Horse.

  • Publicado: 13/09/2026 11:40
  • Alterado: 13/09/2026 11:40
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria