Desemprego cai para 5,8% em abril e atinge patamar menor que em 2025

Taxa recua para 5,8% sob influência de fatores sazonais. Rendimento médio do trabalhador sobe e atinge R$ 3.732 no período avaliado.

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

O desemprego no Brasil atingiu a marca de 5,8% no trimestre encerrado em abril. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) nesta quinta-feira.

O índice apresentou recuo em relação ao mesmo período de 2025, quando marcava 6,6%. O mercado financeiro, consultado pelo Projeções Broadcast, projetava uma queda menor para o nível de desemprego, com mediana estimada em 5,9%.

Fatores sazonais influenciam o desemprego no país

Os pesquisadores identificaram 6,3 milhões de pessoas em busca de oportunidades sem sucesso até abril. O volume representa um acréscimo de 471 mil indivíduos na comparação com o trimestre finalizado em março.

O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores”, explicou a coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy.

Expansão da massa salarial e renda

Os dados mostram a renda média real do trabalhador fixada em R$ 3.732,00. O montante reflete uma elevação de 5,3% frente ao mesmo ciclo do ano anterior.

A massa de renda real habitual distribuída aos ocupados alcançou R$ 377 bilhões no trimestre. O indicador registrou crescimento de 6,5% na comparação anual, injetando R$ 22,9 bilhões extras na economia do país.

O cenário financeiro global dos trabalhadores permaneceu estável frente ao trimestre terminado em janeiro, com leve variação negativa de R$ 75 milhões. Os números confirmam a força da atividade econômica brasileira no controle do desemprego ao longo do semestre.

  • Publicado: 28/05/2026 09:51
  • Alterado: 28/05/2026 09:51
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: IBGE